Em um longo comunicado publicado nesta sexta-feira (11), o Pontifício Conselho para a Nova Evangelização rebateu as críticas que a Igreja Católica vem recebendo por ter adiantado em duas horas a tradicional missa de Natal do papa Francisco por conta da pandemia de Covid-19.

O comunicado afirma que “não se sabe a hora que Jesus nasceu em Belém”, além de dizer que não se pode viver esse Natal como se não houvesse pandemia.

Por conta das regras sanitárias na Itália, que inclui um toque de recolher das 22h às 5h, a Santa Sé mudou para às 19h30 (15h30 em Brasília) a missa do galo, que celebra o nascimento de Jesus. Além disso, decidiu que a benção Urbi et Orbi (“À Cidade de Roma e ao mundo) será realizada no interior da basílica vaticana.

“Nessas festas natalinas não há sentido em virar as costas para a outra parte como se não existisse o dramático momento que o mundo inteiro está vivendo. A fé impõe olhar a realidade e dar significado ao que acontece na história pessoal e da humanidade. Viver o Natal como se fosse um parênteses não daria razão ao significado que ele tem para a fé”, ressaltou a nota.

Sobre a antecipação da missa, a nota também é bastante direta e lembra que as famílias nesse também viverão as celebrações de maneira diferente.

“Não se sabe a hora que Jesus nasceu em Belém. A única indicação que se possui sobre seu nascimento é fornecida pelo evangelista Lucas, o qual afirma que na região se encontravam os pastores que ‘pernoitavam nos campos’ e ‘de noite vigiavam suas ovelhas’ (Lc 2,8). O Evangelho conta que era noite e estava escuro”, diz o texto do órgão católico. Segundo o comunicado, a “Igreja quer viver com essa liturgia esse mesmo percurso celebrando a Santa Eucaristia na noite”.

“Essa tradição essa radicada no coração do povo que, desde os primeiros séculos quis representar também a cena do presépio nas próprias igrejas. A festa do Natal é vivida em família porque é uma festa de família. Todos a percebem como um momento no qual surgem sentimentos e o encontro entre as pessoas que se gostam bem como permite viver com maior intensidade tantas coisas boas e positivas que a vida reserva”, ressalta.

Porém, segundo o órgão católico, é preciso lembrar que neste ano “muitas famílias viverão a data com tristeza pela perda dos próprios entes queridos que a pandemia roubou de uma maneira dramática de seus amados e com muitas formas de violência e desumanidade sem permitir sequer que eles ficassem próximos para um último adeus”.

O texto ainda lembra das famílias que passarão o Natal pensando nos parentes que estão internados em hospitais ou ainda precisarão ficar separadas por conta das medidas restritivas ou do temor de contágio da doença. “Porém, todas essas limitações não podem impedir a vivência do nascimento do filho de Deus como um momento de esperança para olhar o futuro com a serenidade necessária”, conclui a nota.

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