O dono do TwitterElon Musk, disse nesta sexta-feira (18) não estar preocupado com a saída de funcionários da plataforma. Segundo BBC, os colaboradores foram surpreendidos com fechamento temporário de escritórios. Decisão foi tomada em meio a rumores sobre pedidos de demissão em massa.

“As melhores pessoas vão ficar, então não estou super preocupado”, publicou o bilionário em seu perfil. Além disso, ele também ironizou a situação ao postar memes e frases.

A afirmação do executivo foi feita após o fim do prazo, na quinta-feira (17), para que os funcionários que não estivessem de acordo com as novas políticas da empresa a deixassem. A rede social foi comprada em outubro por Musk.

Segundo a Reuters, centenas de trabalhadores saíram. O Twitter, porém, não divulgou números.

Durante a madrugada, a rede social ficou instável, segundo relatos de usuários registrados na plataforma Downdetector. Os três principais problemas relatados foram a conexão com o servidor, dificuldade de uso do aplicativo e falha no acesso para o site do Twitter.

Os problemas duraram cerca de duas horas e meia, até por volta das 3h desta sexta.

Musk respondeu mensagens de usuários da plataforma que questionavam o suposto fim da rede social. Em uma das postagens ele disse que o Twitter bateu recorde de acessos – sem informar os números. “Um número recorde de usuários está se conectando para ver se o Twitter está morto, ironicamente tornando-o mais vivo do que nunca.”

O perfil oficial do Instagram no Twitter publicou, ainda de madrugada, uma mensagem sobre o caso. “Para ser sincero, nós amamos o Twitter”

Escritórios vão ficar fechados até segunda, diz BBC

 

Segundo a BBC, o Twitter enviou um comunicado aos usuários informando que os escritórios da empresa vão ficar fechados temporariamente até segunda-feira (21), mas não explicou os motivos de que a rede social chegará ao fim. Um dos principais assuntos da rede social é “Morte do Twitter”.

Musk também publicou memes que foram interpretados por usuários da rede como sinais de um eventual fim da rede social. Em uma das montagens, o logo do Twitter aparece em uma lápide ao lado do ator Grant Gustin fazendo sinal de paz com a mão. O meme é famoso nas redes e se refere aos bastidores das séries “The Flash” e “Arrow”, ambas da Warner Channel.

Na quarta-feira (16), o bilionário enviou e-mail aos funcionários da empresa, informando que todos deverão aceitar uma cultura “extremamente dura” no que se refere ao trabalho nos próximos tempos na plataforma ou deixar a companhia. E muitos parecem que decidiram seguir por este caminho.

Os empregados receberam um aviso por e-mail que dizia: “se você tem certeza que quer fazer parte do novo Twitter, por favor clique no botão ‘Sim’ abaixo”. Ao fazer isso, o usuário era redirecionado para um formulário no qual Musk afirma aos funcionários que terá que “trabalhar longas horas em alta intensidade” caso aceitasse ficar.

Em uma enquete na Blind, uma plataforma que verifica o e-mail corporativo dos funcionários e permite que compartilhem informações sem serem identificados, 42% de 180 pessoas escolheram a resposta “escolhi a opção de sair, estou livre!”. Ainda, 25% escolheram ficar “relutantemente” e apenas 7% disseram que vão ficar pois são “hardcore”

Demissões

 

O e-mail de Musk chega menos de duas semanas após o bilionário dar início ao processo de demissões que cortou 7,5 mil funcionários da plataforma.

No último dia 10, o bilionário enviou seu primeiro e-mail aos funcionários. No texto, ele instituiu o fim do home office para todos e disse para que se preparem para “tempos difíceis à frente”, segundo a Bloomberg.

O Twitter foi comprado por US$ 44 bilhões após seis meses de negociações bastante conturbadas.

Quem foi demitido recebeu o aviso pelo e-mail pessoal. Os que continuarem na empresa foram notificados pelo e-mail de trabalho.

Para garantir a segurança dos funcionários e dos dados e sistemas da empresa, os escritórios do Twitter foram fechados temporariamente e as credenciais de acesso foram suspensas.

O bilionário está redesenhando a estrutura empresa. Ele sustenta que vai defender a liberdade de expressão na rede social, mas ainda não deu muitos detalhes sobre como fará isso.

G1

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