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Entra ano, sai ano, e o presidente Jair Bolsonaro não perde alguns hábitos. Ainda nas primeiras horas do primeiro dia de 2022, o mandatário extremista de direita já lançou a mentira inaugural do ano: brasileiros pagam gasolina caríssima para pagar dívida da Petrobras, insinuando culpa do PT.

O clichê infantil e falso, inacreditavelmente usado por um presidente da República, despertou a fúria de muitos internautas, que imediatamente “lembraram” ao chefe de Estado radical que o valor cobrado pelos combustíveis faz parte da política de preços da Petrobras, que ao atrelar o óleo brasileiro aos valores dolarizados praticados no mercado internacional, o fez unicamente para aumentar o lucro dos acionistas.

“A dívida bruta da Petrobrás, em 2021, caiu de U$ 160 bilhões para U$ 60 bilhões. Essa queda (100 bi), em parte, foi quitada com lucro na venda de combustíveis que você paga nos postos em todo o Brasil”, disse Bolsonaro no começo da postagem, feita no Facebook. A nítida intenção de distorcer a realidade e a impressão de que o presidente tenta justificar os preços pornográficos dos combustíveis com bobagens que seus seguidores adoram ouvir fez muita gente reagir.

“Se Bolsonaro for eleito novamente o povo vai ter que vender até a alma não só os carros”, escreveu a seguidora Fátima Meiatto. No melhor estilo bate-boca, Bolsonaro respondeu com os habituais chiliques e teses sem sentido.

“Você quer retornar ao Poder exatamente o cara que roubou a Nação por 14 anos? Aquele mesmo que, entre outros desmandos, quase quebrou a Petrobrás?”, retrucou o militar que tem os quatro filhos investigados ou por peculato, ou por lavagem de dinheiro, ou ainda por comprar imóveis caríssimo em dinheiro vivo.

Já o usuário Luiz Toschi foi mais direto: “E o que o povão ganha com isso? Aumento na gasolina?”

O presidente não gostou nada da reação e mais uma vez usou a desculpa mágica para todo e qualquer questionamento. “A conta do desviado na gestão petista chegou. Somente nas refinarias não terminadas o prejuízo chegou na casa dos 90 bi”, retrucou Bolsonaro, sem que haja qualquer conexão mínima entre alguma dívida supostamente mantida pela estatal petrolífera e uma das gestões do Partido dos Trabalhadores, que saiu do poder em 2016.

“Gasolina a 7 reais, etanol quase 6… Até a alternativa mais barata que tínhamos (GNV), vocês conseguiram parear o preço. Deveria ter vergonha de comemorar lucro de Petrobras enquanto coloca a população de joelhos”, reclamou um perfil identificado como Rafael Ruffino, que ficou sem resposta do líder ultrarreacionário.

Existe uma espécie de alavanca de emergência acionada por Jair Bolsonaro e seus filhos quando questionados sobre mentiras infantis e notórias que contam. Eles sempre lançam o nome do ex-presidente Lula, que saiu do Palácio do Planalto há 11 anos.

Discussão na página oficial de Jair Bolsonaro no Facebook

Novo vexame em pronunciamento oficial

A exemplo da bobajada constrangedora dita no pronunciamento oficial de Natal, Jair Bolsonaro repetiu a dose nas palavras de Ano Novo e foi além. O presidente retomou com força o discurso negacionista em relação à Covid-19, dizendo-se contrário ao passaporte vacinal e à aplicação de imunizantes nas crianças. Ele também atacou governadores e prefeitos.

O extremista igualmente disparou contra Lula, dizendo que seu incipiente programa de distribuição Auxílio Brasil, concebido para tentar resgatar sua popularidade do subsolo em ano eleitoral, seria mais completo e melhor que o Bolsa Família, premiado mundialmente. Bolsonaro comemorou ainda a entrega de obras que foram iniciadas e quase totalmente concluídas pelo petista, como a faraônica transposição do Rio São Francisco.

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