Donald Trump tem um perfil no Twitter desde março de 2009 e é um ávido usuário da ferramenta. Como presidente dos Estados Unidos, muitas vezes a usou para antecipar anúncios de medidas importantes para seus mais de 87 milhões de seguidores, antes mesmo de divulgá-las através dos canais oficiais da Casa Branca.

Ele também tuita suas opiniões pessoais, inclusive as mais politicamente incorretas, e críticas nada contidas a adversários políticos e até aliados. Sempre que está descontente com alguma situação, é no Twitter que Trump parece desabafar.

Mas também é lá que ele comemora, ostenta e tece grandes elogios – em geral a si mesmo.

Ultimamente, entretanto, Trump tem se queixado da forma como “tem sido tratado” pelo Twitter. A rede social chegou inclusive a bloquear temporariamente a conta oficial de sua campanha de reeleição e a marcar postagens de seu perfil pessoal para avisar que continham informações incorretas sobre a Covid-19.

Agora que perdeu a eleição para Joe Biden, ele tem feito na rede social afirmações – também marcadas como duvidosas – de que houve fraude na disputa.

Ainda assim, é inegável que, ao longo de quatro anos de mandato, fatos importantes de sua administração foram marcados por tuítes do presidente dos Estados Unidos. Reveja alguns a seguir.

Veto migratório

 

Em sua primeira medida polêmica como presidente, Trump proibiu a entrada de cidadãos de sete países de maioria islâmica nos Estados Unidos, através de uma ordem executiva assinada em 27 de janeiro de 2017. Segundo ele, a ação visava manter “terroristas islâmicos radicais” fora do país.

“Se o veto tivesse sido anunciado com uma semana de antecedência, os ‘maus’ correriam para dentro de nosso país durante essa semana. Um monte de ‘caras’ ruins lá fora!”, tuitou em 30 de janeiro, após as primeiras críticas.

“Todo mundo está discutindo se é ou não um BANIMENTO. Chamem como quiserem, é sobre manter pessoas más (com más intenções) fora do país!”, escreveu em 1 de fevereiro.

Acordo de Paris

 

No dia 1º de junho de 2017, Trump anunciou que os EUA iriam se retirar do Acordo de Paris sobre mudanças climáticas. Ele disse que o atual documento traz desvantagens para os EUA para beneficiar outros países, e prometeu interromper a implementação de tudo que for legalmente possível imediatamente.

“Anunciarei minha decisão sobre o Acordo de Paris, quinta-feira às 15h00. Jardim das Rosas da Casa Branca. TORNE A AMÉRICA GRANDE DE NOVO!”, avisou na véspera, 31 de maio.

“No Ocidente, pode ser a Véspera de Ano Novo MAIS FRIA da história. Talvez pudéssemos usar um pouco daquele bom e velho Aquecimento Global contra o qual nosso país, mas não outros países, iria pagar TRILHÕES DE DÓLARES. Preparem-se!”, provocou, em 28 de dezembro do mesmo ano.

Em 15 de agosto de 2017, Trump comentou episódios de violência na cidade de Charlottesville, na Carolina do Norte, ocorridos dias antes. Houve confrontos entre integrantes da supremacia branca e grupos antiextremistas.

Um homem de 20 anos atropelou manifestantes contrários aos supremacistas, matando uma mulher e deixando pelo menos 19 feridos. O presidente, então, afirmou que a culpa da violência estava dos dois lados e que “você também tem gente muito boa em ambos os lados”.

Bastante cobrado por não condenar publicamente os supremacistas brancos na ocasião, Trump só tocou diretamente na questão do racismo quando falou sobre o assunto um ano depois.

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