O Ministério Público pediu a suspensão do tradicional show pirotécnico, realizado no réveillon, às margens do Açude Velho em Campina Grande. O pedido foi feito durante uma audiência ontem, entre representantes da promotoria da Saúde e da Secretaria Municipal de Saúde.

O encontro discutia outros temas relacionados à saúde pública, mas o show pirotécnico terminou entrando na pauta.

O MP teme que a queima de fogos possa atrair um quantitativo significativo de pessoas e provoque aglomerações, em plena pandemia.

A posição do MP não ocorre apenas em Campina Grande. Nas regiões do Sertão e Cariri do Estado promotores têm recomendado aos prefeitos que não realizem festividades de réveillon, para evitar uma transmissão ainda maior da covid-19.

As medidas têm por base o avanço do vírus nas últimas semanas no Estado. Somente ontem a Paraíba registrou 1.388 novos casos da covid-19 e confirmou 17 mortes por conta da doença. Os índices agora são semelhantes aos registrados meses atrás, quando o Estado enfrentou a pior fase de transmissão do coronavírus.

Na semana passada a prefeitura decidiu seguir uma recomendação dos MPs e determinou a proibição de eventos com 300 pessoas. Formaturas, casamentos e outros eventos devem obedecer ao limite máximo de 100 participantes.

A prefeitura deverá analisar, agora, mais essa questão e decidir se mantém, ou não, a queima de fogos no réveillon campinense.

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