O Ministério Público da Paraíba publicou uma recomendação nesta quarta-feira (12) para que o velório de Gael de Freitas Nunes, de apenas três anos, não aconteça em locais públicos do município de Prata, no interior paraibano, onde ele será enterrado na manhã desta quinta-feira (13). O objetivo é evitar aglomerações que possam aumentar os riscos de contaminação por Covid-19, visto que Prata está atualmente em “bandeira laranja” na escala de riscos do Governo da Paraíba.

Gael morreu na última segunda-feira (10), em São Paulo, e a principal suspeita do homicídio é a própria mãe do menino, Andréia Freitas de Oliveira, de 37 anos, que foi presa um dia depois. O corpo do garoto será enterrado na Paraíba porque é a terra de seu pai.

De acordo com o documento assinado pelo promotor Bruno Leonardo Lins, trata-se de uma morte com “grande comoção nacional potencializada pelas redes sociais”, o que pode gerar uma aglomeração não compatível com o momento de pandemia em que se vive. Ao mesmo tempo, ele argumenta que é importante preservar o direito da família de velar a criança morta em “circunstâncias excessivamente traumáticas”.

Com tudo isso, ele indica que, em que pese a família ter o direito de realizar o velório, esse deve ser restrito a familiares e amigos mais próximos e não deve acontecer no ginásio de uma escola pública da cidade, como está previsto, porque isso poderia levar muitas pessoas da cidade a ir até o local.

Na recomendação, o promotor pede que a Prefeitura de Prata, com a ajuda da Polícia Militar da Paraíba, realize barreiras sanitárias para evitar que o velório aconteça em espaços públicos e evitar também aglomerações no velório, no cortejo até o cemitério e no momento do enterro.

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