Na tentativa de complementar a renda, motoristas de aplicativos estão aceitando fazer sexo com passageiros em troca de dinheiro. Segundo reportagem da Folha de S.Paulo desse sábado (2), a prática tem sido comum entre profissionais que utilizam plataformas como Uber, InDriver 99.

Os condutores, entrevistados sob a condição de anonimato, revelaram que o programa com o passageiro é combinado por meio de códigos no chat do app, para driblar a detecção de linguagem obscena — a letra “b”, por exemplo, seria uma referência ao sexo oral. O “serviço extra” também pode ser negociado durante a corrida e em apps de relacionamento como o Grindr.

Após as partes combinarem as práticas desejadas e acertarem o método de pagamento (dinheiro ou Pix), a relação pode acontecer no próprio carro — parado em ruas desertas ou com o veículo em movimento —, na casa do passageiro ou em um motel custeado pelo cliente. Conforme os depoimentos, a maioria dos casos ocorre entre homens.

Um dos motoristas ouvidos afirmou que cobra de R$ 50 a R$ 150 pelo programa, mas já faturou R$ 200 em apenas uma relação, o equivalente a quase todo o lucro diário com viagens. Ele contou ainda ter ficado com cerca de 50 clientes desde o início do trabalho como motorista de app, há dois anos, e que a quantidade cresceu em meio ao aumento da gasolina.

Condutores podem ser expulsos da Uber

A prostituição não é crime no Brasil, mas os motoristas que fazem programa podem ter problemas se a prática for detectada, dependendo da plataforma em que atuam. De acordo com a Uber, este tipo de comportamento fere os códigos de conduta da empresa, levando à desativação da conta.

O InDriver ainda não se manifestou a respeito do caso, enquanto a 99 optou por não se pronunciar.

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