O motorista do carro de luxo envolvido em um acidente que matou o baterista da banda Tuaregs, Dainha, já havia sido preso por estelionato no Acre e fugia de uma blitz policial. (veja vídeos abaixo)

O acidente aconteceu no fim da tarde desse domingo (25) no cruzamento das avenidas Esperança com a Franca Filho, em Manaíra. De acordo com o Tenente Ribeiro, o motorista do BMW, Antônio Carlos Gomes de Oliveira, de 35 anos, fugia de uma blitz da polícia, pela segunda vez houve ordem de parada e ao não ser obedecida começou uma perseguição. O motorista não obedeceu a placa de Pare e passou na Franca Filho em alta velocidade, acertando em cheio a lateral do outro veículo.

“Uma semana atrás ele fugiu de uma blitz, e desta vez quando a guarnição pediu para que parasse ele acelerou e começou a perseguição. A viatura passou por duas avenidas perseguindo e na terceira ele se chocou com o classic”, contou.

Ao ser procurado pelo BPTran, o condutor do BMW se negou a relizar o teste do etilômetro, mas na Central de Polícia foi lavrado um termo de constatação de sinais. De acordo com o delegado Carlos Othon, o homem não apresentava documentação e informou dois CPFs que não batem com a identificação dele. O homem será indiciado por homicídio. “Não há marcas de frenagem, ele não reduziu na placa de Pare, e assumiu os riscos”, disse.

O perito Robson Boson confirmou que o motorista não tentou frear e invadiu a via. “Ele não respeitou a sinalização nem o limite de velocidade. O condutor do outro carro sofreu uma fratura na região frontal da cabeça e teve perda de massa encefálica. Ele veio à óbito no local”, contou.

O homem já havia sido preso na cidade do Rio Branco, capital do Acre, pelo crime de estelionato. Ele foi acusado, em 2016, de usar cartões clonados junto com a companheira. Antônio havia sido preso aos 31 com Josiane Pereira de Farias, de 30 anos, em um apartamento em Rio Branco, em 9 de novembro de 2016.

Antônio Carlos é do Paraná, morava em Rio Branco e já tinha passagem por uso de cartões clonados no Tocantins, segundo informou o delegado Roberth Alencar ao G1 Acre, em 2016. O delegado relatou, na época, que muitas quadrilhas de outros estados estavam executando o crime no Acre. Antônio Carlos foi preso enquanto fazia compras pela internet com cartões clonados.

O grupo paraibano lamentou a morte dele nas redes sociais.

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