A morte do ator Tarcísio Meira na manhã desta quinta-feira (12) acendeu o debate sobre o desenvolvimento de casos moderados e graves de covid-19 mesmo em pessoas já vacinadas com as duas doses, levando inclusive à óbito. O secretário executivo de Gestão da Rede de Unidades de Saúde, Daniel Beltrammi, afirmou ao ClickPB que o benefício que as vacinas trazem também dependem do histórico de vida e que cada pessoa pode reagir de forma diferente aos sintomas da doença.

“As pessoas não são iguais. As vacinas estão se adaptando no mundo inteiro em escala populacional criada para alcançar a imensa maioria das pessoas acima de 18 anos. Só que as pessoas têm históricos de saúde absolutamente diferentes e, às vezes, um quadro moderado, que teoricamente não evoluiria mal em uma pessoa vacinada, pode evoluir por outras questões de saúde envolvidas naquela pessoa. São muitas variáveis”, explicou.

O secretário lembrou ainda do cenário da pandemia em 2020 e início deste ano, quando não havia vacina, e ressaltou a queda dos números recentes da pandemia no estado com o avanço da vacinação.

“Sob a lógica estatística, podemos dizer que a morte de Tarcísio Meira é uma exceção. Mas, para a família dele e pessoas que admiram o trabalho dele, é uma situação absolutamente trágica. Não estou reduzindo o sofrimento e a tragédia humana, mas as vacinas nos permitem fazer com que a maior parte possível das pessoas venham a não perder as suas vidas. Ou seja, invertem uma equação que seria o contrário. É só ver o que aconteceu no estado: a Paraíba hoje é o segundo estado com a menor ocupação de leitos de UTI no país”, concluiu.

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