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Morre o pianista de jazz americano Ahmad Jamal, aos 92 anos

 

Morreu neste domingo (16), aos 92 anos, o pianista de jazz americano Ahmad Jamal, que influenciou gerações de músicos, incluindo expoentes do gênero, como Miles Davis. A morte de Jamal foi confirmada ao jornal americano The Washington Post pela esposa do artista, Laura Hess-Hey. A causa da morte não foi divulgada.

Segundo o jornal americano, Jamal “provou ao longo de sete décadas ser um músico de crescimento e invenção incessantes, um minimalista, classicista e modernista que procurou apagar as distinções entre os gêneros musicais”.

Jamal nasceu em Pittisburgh, no estado americano da Filadélfia, em 2 de julho de 1930. Começou a tocar piano aos três anos de idade, embora só tenha começado a ter aulas do instrumento aos sete. Aos 14, já era professor. Inicialmente, preferia compositores franceses de música clássica, como Maurice Ravel e Claude Debussy, que com frequência incluíam algum silêncio entre as notas.

Aproximou-se de outros ritmos ao ingressar no Westinghouse High School, onde haviam estudado pianistas de jazz como Mary Lou Williams e Erroll Garner, que Jamal descreveu como “minha maior influência”. Aos 20 anos, mudou-se para Chicago, converteu-se aos islamismo e abandonou seu nome de batismo, Frederick Russel Jones.

O pianista gostava de atuar em trios. Tornou-se célebre por seu estilo rítmico e uso dramático do silêncio entre uma nota e outra. Reinventou canções clássicas como “Love for Sale”, “A Gal in Calico” e “Don’t Blame Me”. Sua versão de oito minutos da balada pop “Poinciana”, de Nat Simon, com letra de Buddy Bernier, se tornou ela própria um clássico. A faixa foi incluída no álbum “Ahmad Jamal at the Pershing: But Not For Me”, de 1958, que vendeu mais de um milhão de cópias.

Pianistas de jazz como McCoy Tyner, Cedar Walton e Bill Charlap já reconheceram a influência de Jamal na renovação do gênero. Em sua autobiografia, o trompetista Miles Davis escreveu que Jamal “me derrubou com seu conceito de espaço, seu toque leve, e a maneira como ele fraseia notas, acordes e passagens”.

‘Piano velho e ruim’

Jamal esteve no Brasil algumas vezes. Em 1991, participou do Free Jazz Festival. Em 2014, de volta ao país, disse ao GLOBO que o piano Steinway que lhe deram naquela época “era muito velho e ruim”. Afirmou ainda que, para cultivar a criatividade, “você tem que viver uma vida interessante”.

— Você tem que descobrir uma coisa nova por dia e viver ativo. Não há nada de novo sob o sol, então tudo o que você pode fazer é descobrir — disse ele, que também recordou o sucesso do álbum “Ahmad Jamal at the Pershing: But Not For Me”. — Há muitos músicos excelentes. Mas será que eles estão fazendo algo marcante? Eu consegui fazer com “Pershing”. Herbie Hancock fez com “Maiden voyage”. Dave Brubeck fez com “Take five”. Antonio Carlos Jobim fez com a “Garota de Ipanema’. Só que foi Stan Getz que levou vantagem!

 

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