O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) abriu hoje (28) a sala de totalização de votos para entidades fiscalizadoras, representantes de partidos políticos e missões de observação eleitorais.

Chamado de “sala secreta” pelo presidente Jair Bolsonaro (PL), o espaço foi visitado pelo ministro da Defesa, general Paulo Sérgio Nogueira, uma equipe técnica de militares e pelo presidente da legenda de Bolsonaro, Valdemar Costa Neto. Ao sair, Valdemar afirmou que “não tem mais” sala secreta. “Agora é aberta”, afirmou.

Convidado pelo TSE, Bolsonaro não compareceu. O presidente optou por agenda eleitoral em São Paulo, onde fará uma motociata no litoral sul durante a tarde.

Paulo Sérgio Nogueira e Valdemar Costa Neto acompanharam o presidente do TSE, Alexandre de Moraes, e o secretário de Tecnologia de Informação do tribunal, Julio Valente, durante a visita.

Ao sair, Moraes afirmou que a visita é importante para “mostrar o óbvio”: que a sala não é secreta.

É sempre importante atuar com transparência, lealdade a todos aqueles que participam do processo eleitoral para demonstrar que é uma sala aberta, uma sala clara. Não é nem secreta e nem escura.”

Como já mostrou a colunista do UOL Carolina Brígido, de secreta a sala de totalização não tem nada. O espaço pode ser visitado por qualquer pessoa interessada e, desde 2018, entidades visitam o local nas proximidades das eleições.

O ministro da Defesa também levou uma equipe técnica para acompanharem os trabalhos. A lista é a seguinte:

  • Coronel Marcelo Nogueira de Souza, coordenador da equipe militar que fiscalizou o código-fonte das urnas
  • Coronel Wagner Oliveira da Silva, da equipe de fiscalização do código-fonte
  • Capitão de Fragata Marcus Rogers Cavalcante Andrade, da equipe de fiscalização do códifo-fonte
  • General Rodrigo Vergara, assessor do Ministério da Defesa.

Os militares saíram sem falar com a imprensa e, segundo fontes, questionaram somente quando o espaço estaria aberto para as entidades fiscalizadoras acompanharem o trabalho da equipe técnica no dia das eleições.

Além do ministro da Defesa e do presidente do PL, estiveram no espaço advogados das campanhas eleitorais, o presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Beto Simonetti, e o vice-procurador-geral eleitoral, Paulo Gonet Branco.

Representantes de missões de observação eleitoral e da CGU (Controladoria-Geral da União) visitaram o espaço na sequência.

Presidenciáveis ausentes. Todos os presidenciáveis foram convidados para visitar o espaço, mas nenhum compareceu pessoalmente. Após sucessivamente alegar a existência de uma “sala secreta” no TSE, Bolsonaro optou por trocar a ida à sala de totalização por agenda eleitoral no litoral paulista.

O ex-presidente Lula (PT) também não veio e cumpre agenda de campanha em São Paulo. No lugar, o petista enviou o ex-ministro da Justiça Eugênio Aragão, que atua na defesa eleitoral do PT.

O PDT também enviou a advogada Ezikelly Barros, do núcleo jurídico da campanha de Ciro Gomes.

Soraya Thronicke (União Brasil) está em São Paulo, mas enviou representante. Simone Tebet (MDB) também cumpre agenda na capital paulista, mas não enviou ninguém para acompanhar a visita.

Como funciona a sala de totalização. O espaço é destinado para servidores que desenvolvem os softwares das eleições para a contabilização dos votos. No dia das eleições, os técnicos monitoram o funcionamento dos programas e, em caso de alguma falha técnica, fazem os ajustes necessários.

Recentemente, o espaço foi movido do anexo do TSE para o edifício-sede do tribunal, como uma forma de agilizar o fluxo de informação entre a equipe de TI e a presidência da Corte.

Não há participação humana no processo de contagem dos votos. Uma vez que a urna é fechada, o boletim de urna, documento com o registro de todos os votos registrados no equipamento, é enviado ao TSE. Um supercomputador inviolável fica responsável pela totalização.

“A apuração é transparente, auditável e é fiscalizada por todos aqueles que estão inscritos”, disse Moraes. “O mais importante é essa visitação, mostrando que o TSE é absolutamente aberto e transparente a todas as entidades fiscalizadoras.”

 

uol

 

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