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A militante bolsonarista Sara Giromini afirmou à Polícia Federal nesta segunda-feira (22/11) que o general Augusto Heleno, ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), e as deputadas Bia Kicis e Carla Zambelli pediram que o acampamento 300 do Brasil protestasse contra o STF no ano passado. No último sábado (19/11), Giromini havia feito essas acusações em entrevista ao repórter Eudes Lima. Heleno e Kicis negaram as acusações.

O teor do depoimento de Giromini aos policiais federais foi confirmado à coluna por sua defesa. Sara Giromini é alvo de pelo menos dois inquéritos no STF, o dos atos antidemocráticos e o das fake news. Ficou presa por ordem do relator desses casos, o ministro Alexandre de Moraes, e retirou a tornozeleira eletrônica em julho.

No depoimento, Sara Giromini declarou que participou de uma reunião com o general Heleno no Palácio do Planalto em meados de 2020. Nessa época, o movimento bolsonarista 300 do Brasil estava acampado em Brasília. Depois, o acampamento se tornaria alvo do STF por ataques direcionados à corte. Um deles envolveu o uso de fogos de artifício contra o prédio do tribunal.

Nesse encontro, que contou com carona de carros oficiais da Presidência, Heleno pediu que o grupo não protestasse mais contra Rodrigo Maia, então presidente da Câmara. Os manifestantes perguntaram se poderiam fazer manifestações contra o Supremo. Heleno concordou e disse que poderiam até aumentar esses protestos contra o tribunal.

Ainda segundo a defesa da militante, as deputadas bolsonaristas Bia Kicis e Carla Zambelli, também investigadas pelo STF, deram a Giromini a mesma orientação: focar as manifestações no Supremo. Giromini também afirmou que Kicis disponibilizou um assessor do gabinete, Evandro Araújo, e um advogado para ajudarem o acampamento em horário de expediente. Araújo também é investigado pelo Supremo por sua participação no acampamento.

Procurado, o GSI afirmou: “O ministro Augusto Heleno já se manifestou duas vezes sobre esse assunto e não comentará o seu desdobramento na esfera judicial”, em referência a uma declaração de Heleno no último domingo (21/11). Em outubro, o ministro afirmou que a reunião com os militantes no Planalto teve um diálogo “amistoso” e buscou moderar as posições do grupo.

 

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