O mercado financeiro voltou a elevar a expectativa para a inflação em 2021 e 2022, segundo o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira, 27. Para este ano, a mediana da pesquisa do Banco Central com mais de uma centena de instituições apontou para avanço de 8,45% do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), ante 8,35% na edição passada. Foi a 25ª semana seguida que o mercado revisa a projeção para cima. O BC persegue a meta inflacionária de 3,75% em 2021, com margem de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, ou seja, entre 2,25% e 5,25%. A prévia do IPCA de setembro foi a 1,14% — o maior valor desde 1994 —, e acumulou alta de 10,05% nos últimos 12 meses. A constante revisão de alta da previsão para este ano já contamina as expectativas para 2022. Os analistas do mercado mudaram para cima a estimativa do IPCA do próximo ano para 4,12%, ante projeção de 4,10% na semana passada. Foi a 10ª edição consecutiva com aumento da expectativa. Para 2022, a autoridade monetária nacional persegue a meta de 3,5%, com variação entre 2% e 5%.

Os analistas do mercado financeiro retraíram a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2022 para 1,57%. Na semana passada, a mediana apontava para avanço de 1,63%. A projeção da retomada da economia no ano que vem está sendo revisadas para baixo há quatro semanas. O aumento da inflação, o desemprego elevado e os impactos da crise hídrica são apontados por analistas como os principais desafios para o crescimento do PIB no próximo ano. Análises mais pessimistas apontam para avanço menor a 1%. O governo federal espera alta de 2,5% do PIB em 2022, mas reconhece que a alta pode ser impactada pelo agravamento da pandemia do novo coronavírus e a falta de chuvas. Para este ano, o mercado financeiro manteve a expectativa de alta de 5,04%, a mesma da semana passada. Os analistas consultados pelo Banco Central também preservaram a projeção para a Selic em 8,25% ao ano ao fim de 2021, e de 8,50% em 2022. Na semana passada, o BC elevou a taxa básica de juros de 5,25% para 6,25% — a quinta alta consecutiva —, e indicou novo acréscimo de 1 ponto percentual no próximo encontro. Os analistas mantiveram a previsão do dólar a R$ 5,20 ao fim de 2021, a mesma expectativa da semana passada. Para 2022, a expectativa da moeda norte-americana foi levemente alterada para R$ 5,24, ante R$ 5,23 na edição anterior.

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