O Nordeste é uma região do país que apresenta o clima predominantemente quente e úmido. Essa característica faz com que uma grande quantidade de insetos se estabeleça no território, como é o caso dos mosquitos do gênero Aedes.

Além de serem transmitidas pelo mesmo inseto, a Zika, a Dengue e a Chikugunya têm em comum sintomas iniciais como mal-estar e dor muscular, mas é importante estar alerta aos indícios de cada problema e principalmente, eliminar focos do mosquito. Por isso, o Blog Chico Soares entrevistou o médico, Eduardo Carneiro Brito para falar sobre as arboviroses.

De acordo com o Dr. Eduardo Brito, os arbovírus são vírus transmitidos por artrópodes hematófagos, que são aqueles que se alimentam de sangue, e transmite doenças para o ser humano e outros vertebrados.

O Dr. Eduardo Brito falou sobre como é possível identificar as diferenças entre a Dengue, Zika e Chikungunya.

“Todas são Arboviroses. Infecções virais causadas pelo arbovírus, que dificilmente são diagnosticadas de forma clínica. Ou seja, não tem como diferenciar clinicamente qual é a arbovirose que o indivíduo está acometido, como dengue chikungunya, zica, entre outras. O diagnóstico precisamente só é feito com a sorologia, que irá detectar o vírus que indivíduo está acometido. Mas existem algumas características clínicas que são mais comuns entre eles. Por exemplo, na dengue é muito mais comum a mialgia, que é a dor muscular. Em relação a Chikungunya, a poliartrogia, que são dores articulares em todas as articulações. No caso da Zika, a conjuntivite, inflamação da conjuntiva ocular. Em todas teremos a ocorrência de febre, fadiga, dor de cabeça”, disse o médico.

O médico destacou ainda os principais sintomas da Chikungunya, os quais são a febre alta, maior que 38.5 e que vai durar em torno de dois a três dias, dores articulares, dores musculares, edema nas articulações, inchaços nas articulações, dor de cabeça de leve a alta intensidade, coceira na pele, manchas no rosto, corpo e gânglios hipertrofiados.

Questionado sobre o tratamento específico para a Chikungunya, o médico afirma que não existe um tratamento antiviral específico.

“O tratamento consiste em repouso, hidratação oral, onde o indivíduo tem que tomar em média de 2 litros de água por dia, uso de medicamentos sintomáticos como analgésicos, antitérmicos, anti-histamínicos, de acordo com os sintomas que vão apresentando”, acrescentou Dr. Eduardo Brito.

Dr. Eduardo Brito orienta para a prevenção e os cuidados que todos devem tomar, para evitar a proliferação do mosquito.

“É muito importante prevenir. Ter um cuidado de sempre usar camisas de manga longa, usar calça, ficar em ambientes fechados que tenham janelas e portas com tela para evitar entrada do mosquito, dormir com mosquiteiros, usar repelente, e o mais importante é eliminar focos do mosquito das residências e áreas comuns. Como evitar água parada, cuidado para não deixar objetos que possam armazenar água para desta forma não ter os vetores presentes, que são os mosquitos”, finalizou o médico Eduardo Carneiro Brito.

Eduardo Brito atende todas as terças-feiras na clínica, Labore (contato 3292-3956/99166-8085), localizado na Rua Marcos Barbosa, 104, Centro – Mamanguape. O clínico geral com especialização em cardiologia no Hospital Albert Eisten (SP) realiza consultas cardiológicas, avaliação pré-operatória (risco cirúrgico), holter 24h, eletrocardiograma, mapa, consulta clínica geral e avaliação para atividades físicas.

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