O governador João Doria (PSDB) anunciou, na manhã desta terça-feira (29), um auxílio de R$ 300 por mês às famílias paulistas atingidas pela pandemia de Covid-19.

O benefício será pago por seis meses a famílias do estado que perderam parentes para o coronavírus. Os valores começam a ser liberados em julho.

Segundo adiantou a coluna de Mônica Bergamo, da Folha, o programa assistencial batizado de “SP Acolhe” deverá beneficiar ao menos 10.929 famílias cuja renda não passa de três salários mínimos.

De acordo com Doria, que detalhou a medida em coletiva à imprensa no Palácio dos Bandeirantes (zona oeste da capital paulista), serão investidos R$ 21 milhões na iniciativa.

“Essa ajuda de R$ 300, que pode não parecer muito, permitirá que essas famílias consigam sobreviver até concluirmos o processo vacinal [contra a Covid-19]”, disse.

As famílias beneficiadas não precisarão comprovar a perda de um ente querido para a Covid-19. Quem é inscrito no CadÚnico (base de dados de iniciativas sociais) terá apenas de fazer mais um cadastro online no bolsadopovo.sp.gov.br, site que reúne os programas sociais da gestão Doria.

Segundo Célia Parnes, secretária de Desenvolvimento Social, um cruzamento de dados entre diferentes órgãos do governo comprovarão quais famílias terão o direito ao benefício que, segundo ela, deve atingir neste momento cerca de 30 mil pessoas em situação de vulnerabilidade social.

Depois de liderar o processo pela vacinação da população contra o coronavírus, o tucano tem apostado em programas sociais aos paulistas de olho em 2022, ano em que é apontado como um dos nomes que disputarão as eleições contra seu ex-aliado, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

A nova iniciativa assistencialista de Doria também marca uma posição em uma área que é alvo de críticas por bolsonaristas: o combate aos efeitos econômicos da pandemia.

Em abril, o governador já havia anunciado o programa “Bolsa do Povo”, com repasses previstos de até R$ 500 por pessoa e alardeado pela gestão como o maior da história.
Também aumentou os valores pagos aos programas Ação Jovem (para estudantes de 15 a 24 anos) e Renda Cidadã (para pessoas de baixa renda) de R$ 80 para R$ 100.

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