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O bolsonarismo acaba de fazer uma ‘vítima’ na mídia. O comediante André Marinho ‘pediu pra sair’. Ele deixa o elenco do ‘Pânico’ uma semana após protagonizar um bate-boca com Jair Bolsonaro.

No programa de 27 de outubro, ele fez uma pergunta sobre o esquema de rachadinhas em gabinetes de parlamentares. “Presidente, rachador tem que ir pra cadeira ou não?”, disparou.

“Marinho, você sabe que sou presidente da República e respondo sobre meus atos. Então não vou aceitar provocação tua. Você, recolha-se ao seu jornalismo. Não vou aceitar”, retrucou Bolsonaro.

“Assim o PT vai voltar”, ironizou André. “O seu pai é o maior interessado na cadeira do Flávio Bolsonaro, o teu pai quer a cadeira do Flávio Bolsonaro”, acusou o presidente.

Ele se referiu ao empresário Paulo Marinho, seu ex-aliado, que é suplente do filho Zero Um no Senado. Os Marinhos romperam com os Bolsonaros logo no início do mandato.

Após a discussão ao vivo na rádio, André foi acusado de querer ‘lacrar’ em cima do presidente. Tornou-se alvo de ataques virtuais de apoiadores do presidente e uma campanha por sua demissão.

 

Em entrevista à Mônica Bergamo, da ‘Folha de S. Paulo’, o humorista insistiu em provocar o homem mais poderoso da República. “Ficou evidente que o presidente possui um medo muito grande de mim e da minha família. Mas por quê? Ele acha que a gente sabe demais?”

A saída de André Marinho acontece em seu momento de maior visibilidade na Jovem Pan e uma semana depois da estreia do canal Jovem Pan News TV, que transmite o ‘Pânico’.

Seu desligamento era previsto. Na segunda-feira (1), ele postou um tweet a respeito, com indireta aos colegas de elenco do ‘Pânico’. “Os ‘defensores da liberdade’ estão há uma semana pedindo a minha cabeça. Faz sentido. Cabeça está em falta por lá mesmo”, escreveu.

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