A jornalista Patrícia Campos Mello, da “Folha de S.Paulo”, obteve uma vitória nesta quarta-feira contra o presidente Jair Bolsonaro no Tribunal de Justiça de São Paulo.

Por quatro votos a um, a 8ª Câmara de Direito Privado do Tribunal entendeu que o presidente da República ofendeu a jornalista com insinuação de cunho sexual. O ataque foi feito por Bolsonaro em 2020, motivado por reportagens de Patrícia que revelaram um esquema de disparos de mensagens em massa contra o PT nas eleições de 2018.

Bolsonaro disse em entrevista, em fevereiro de 2020, que a jornalista “queria dar o furo a qualquer preço contra mim”. No meio jornalístico, furo é um termo usado para designar informação exclusiva. O ataque foi uma referência a um depoimento na CPI das Fake News feito por Hans River do Nascimento, ex-funcionário de uma agência de disparos de mensagens em massa por WhatsApp e fonte da reportagem de Patrícia.

A partir do episódio, Patrícia relata ter recebido “uma avalanche de ameaças, menções a estupro e memes pornográficos e com referências a sexo anal”.

Em março de 2021, Bolsonaro foi condenado em primeira instância a indenizar a repórter em R$ 20 mil. O presidente entrou com recurso, e o caso foi levado ao TJ. Na semana passada, o desembargador Salles Rossi acolheu a tese da defesa do presidente e considerou não ter visto ofensa sexista na declaração contra Patrícia.

Bolsonaro durante agenda em Brasília

O Globo

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