A Justiça Federal de São Paulo deu 72 horas para que o Palácio do Planalto explique as supostas fraudes na eleição de 2018 alegadas por Jair Bolsonaro. A informação foi publicada na coluna de Guilherme Amado na Época.

De acordo com o texto, de autoria do jornalista Eduardo Barretto, a decisão foi assinada na última quinta-feira pela juíza Ana Lucia Petri Betto, em uma ação movida pelo Livres, movimento de renovação política de dissidentes do PSL.

“Como há muito tempo Jair Bolsonaro faz tais declarações e não apresenta prova alguma, apenas por meio do Poder Judiciário é que se pode responder duas perguntas advindas da referida afirmação: Houve fraude eleitoral em 2018? Onde estão as provas?”, afirmou o movimento à Justiça.

Jair Bolsonaro disse em março de 2020: “Eu acredito que, pelas provas que tenho em minhas mãos, que vou mostrar brevemente, eu tinha sido, eu fui eleito no primeiro turno, mas no meu entender teve fraude. E nós temos não apenas palavra, nós temos comprovado, brevemente eu quero mostrar”.

Poucos dias depois, a Secretaria de Assuntos Jurídicos do Palácio do Planalto negou possuir qualquer documento sobre as supostas fraudes.

Em 7 de janeiro deste ano, no dia seguinte à invasão do Congresso americano por extremistas estimulados por Donald Trump, Bolsonaro voltou a colocar em xeque o sistema eleitoral: “Se nós não tivermos o voto impresso em 2022, vamos ter problema pior que os Estados Unidos”.

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