O governador João Azevêdo (Cidadania), ao lado de outros 20 chefes de Executivo estadual e do Distrito Federal, deram sinal positivo para criação de um “pacto nacional” com medidas restritivas para frear o avanço da pandemia da Covid-19 no Brasil. Além disso, eles pretendem firmar um pacto para a compra direta de imunizantes em decorrência do atraso no cronograma nacional de vacinação por parte do governo federal.

O governador Wellington Dias (PT) é quem comanda a articulação do fórum dos gestores estaduais e, segundo ele, existe ainda uma consulta continua para a adesão dos outros cinco governadores restantes. A expectativa é que todos façam parte e discutam entre si as medidas que vão ser tomadas pelos chefes de Executivo estadual de forma independente e paralela ao governo federal.

Segundo Wellington Dias, os gestores que já integram o pacto devem se reunir nesta segunda (8), de forma virtual, com o ministro da Saúde Eduardo Pazuello, além de representantes da Fiocruz. A fundação tem convênio com a biofarmacêutica AstraZeneca para produzir, no Brasil, a vacina contra o novo coronavírus desenvolvida pela Universidade de Oxford.

Welligton Dias afirmou que o objetivo do “pacto nacional” de governadores é chegar em abril vacinando aproximadamente 50 milhões de pessoas em seus estados. “São pessoas do grupo de maior risco – mais de 60 anos, com comorbidades, indígenas, saúde, idosos em asilo etc –, porque ele responde por 70% das internações e 70% dos óbitos. Ora, se a gente vacina aqui, a gente reduz todo esse limite de colapso a que chegamos”, afirmou ele.

Segundo dados do Ministério da Saúde, o país aplicou doses em apenas 3,88% da população até o momento.

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