Israel ataca Faixa de Gaza enquanto EUA e Irã negociam sobre conflito

Ataques aéreos israelenses mataram seis pessoas no campo de Bureij, em Gaza, na madrugada deste sábado, sob a justificativa de neutralizar militantes do Hamas que se aproximavam da zona de controle militar.
Essa ofensiva, somada aos bombardeios no sul do Líbano que destruíram um prédio residencial em Maifadoun e deixaram três mortos, amplia o rastro de destruição na região enquanto equipes de resgate ainda buscam sobreviventes em Beirute.
A persistência dessas operações militares ocorre em um momento diplomático sensível, coincidindo com o diálogo entre Estados Unidos e Irã no Paquistão. A recusa de Israel em interromper as ações contra o Hezbollah coloca em risco a eficácia de um possível cessar-fogo, uma vez que o Irã exige que o acordo inclua a paralisação das atividades de Tel-Aviv.
O cenário permanece incerto até o início das negociações diretas entre as autoridades israelenses e libanesas, previstas para a próxima semana.
Negociações no Paquistão
O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, lidera uma delegação de alto nível em Islamabad para negociações cruciais com o Irã sobre o cenário de guerra. Acompanhado por Steve Witkoff e Jared Kushner, Vance foi recebido por autoridades do alto escalão do Paquistão, incluindo o chanceler Ishaq Dar e o chefe do exército, em uma capital que se encontra praticamente paralisada por um rígido esquema de segurança que assemelha-se a um toque de recolher.
Enquanto o governo paquistanês expressa otimismo por um engajamento construtivo, o clima entre as partes principais é de profunda desconfiança, com mediadores da China, Arábia Saudita, Egito e Catar atuando nos bastidores para facilitar o diálogo.
O impasse diplomático é evidente nas declarações prévias ao encontro. Enquanto o vice-presidente americano advertiu o Irã sobre as consequências de um confronto com os EUA, o presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, condicionou o avanço das conversas ao desbloqueio de ativos financeiros do país e a um cessar-fogo israelense no Líbano.
Complementando a postura defensiva, o chanceler iraniano Abbas Araghchi reiterou que Teerã reagirá a qualquer agressão. O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, reforçou a gravidade do momento, descrevendo o atual estágio do conflito como uma fase decisiva de “vai ou racha”.
Band/ Uol




