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O ministro da Economia, Paulo Guedes, pode estar com os dias contados na equipe de auxiliares do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Informações de bastidores, apuradas pelo blog do jornalista Valdo Cruz, apontam que interlocutores, com o aval de Bolsonaro, já sondam nome para substituir o chefe da equipe econômica do governo.

Na avaliação de assessores próximos ao presidente da República, é preciso começar a avaliar nomes para substituir Guedes por dois motivos. O primeiro é que o ministro pode decidir pedir demissão. O segundo é que uma ala do governo já tenta convencer Bolsonaro a trocá-lo, dentro do argumento de que o ministro da Economia não estaria entregando o que prometeu.

Guedes chegou a dizer na semana passada que deseja ficar no governo para seguir aprovando as reformas estruturais que sempre defendeu, mas admitiu que sua permanência tinha um limite. Caso fosse obrigado a tomar medidas que colocassem em risco a responsabilidade fiscal, ele não teria condições de seguir no posto.

Agora, Guedes tem ajustado seu discurso, dizendo que o governo precisa amparar famílias que ainda estão em situação de vulnerabilidade por causa da pandemia de Covid. E defendeu a decisão do presidente da República de elevar para R$ 400 o benefício do Auxílio Brasil, que a equipe econômica defendia que ficasse em R$ 300, exatamente para se encaixar dentro do teto dos gastos públicos.

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