O vulcão La Soufriere que entrou em erupção na sexta-feira (09) voltou a expelir lava, fragmentos de rocha e gás, nessa segunda-feira (12), após a maior explosão do vulcão até hoje, desde o início da erupção, na ilha de São Vicente, no Caribe.

Após décadas de inatividade, o vulcão lançou nuvens de cinzas a 10 quilômetros e forçou a saída de moradores da região por terra e por mar. A explosão dessa segunda-feira, aconteceu às 4h, no horário local, e foi a mais poderosa até hoje, de acordo com a diretora do Centro de Estudos Císmicos da Universiade das Índias Ocidentais, Erouscila Joseph, que alertou que a erupção pode causar torrentes de lama conforme as cinzas chegarem aos rios.

“Acreditamos que mais explosões são possíveis nos próximos dias ou semanas”, disse.

Apesar da ferocidade do fenômeno, nenhuma morte foi registrada até o momento, mas, de acordo com a Reuters, um terço da área da ilha está isolada e o espaço aéreo fechado. O fornecimento de água e energia em algumas comunidades foi comprometido.

Habitantes da ilha contaram à agência de notícias Reuters, que estavam evitando sair, pois as cinzas que estão bloqueando o ar se transformam em algo parecido com cimento ao entrar em contato com a chuva, o que dificulta a locomoção a pé, ou de carro. Além disso, eles relataram que, às vezes, é difícil respirar.

O primeiro ministro de São Vicente e Granadinas, Ralph Gonsalves, informou que países como a Venezuela têm enviado suprimentos e equipamentos.

São Vicente e Granadinas, que tem população de pouco mais de 100 mil pessoas, não passa por atividade vulcânica desde 1979, quando uma erupção causou cerca de US$ 100 milhões em prejuízos. A erupção do La Soufriere – que significa “saída de enxofre” em francês – matou mais de mil pessoas em 1902.

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