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O ministro da Economia, Paulo Guedes, se manifestou contrário à concessão de aumento salarial para o funcionalismo federal em 2022. O ministro voltou a alertar o presidente Jair Bolsonaro para o fato de que conceder o reajuste apenas para uma categoria – no caso, a da segurança pública – vai aumentar a pressão em outros setores e que, por isso, o melhor é não aumentar os salários de nenhum servidor. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A possibilidade de não se mexer na folha de pagamento das polícias Federal e Rodoviária ganhou força nos últimos dias diante do risco de uma greve em cascata das demais carreiras de servidores descontentes por ficar de fora do reajuste prometido por Bolsonaro – que vai disputar a reeleição neste ano. Algumas categorias iniciaram protestos adotando operação-padrão, o que causou transtorno em portos e fronteiras.

Por sua vez, os agentes federais e rodoviários, que tinham uma promessa de aumento do presidente, reagiram a um possível recuo. Membros das corporações já falam em “traição”, caso ele descumpra o compromisso firmado no ano passado. No fim de semana, o próprio presidente já indicava essa possibilidade. Em meio à adesão em massa dos servidores públicos federais ao movimento de operação-padrão e entrega de cargos comissionados no governo com ameaças de greve, Bolsonaro pediu “sensibilidade” ao funcionalismo e reafirmou que não há espaço no Orçamento.

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