“O mercado financeiro não está enxergando nenhum golpe, ou descontinuidade”, diz Gustavo Franco.

Mas o governo Bolsonaro, segundo ele, “vai terminar diferente do que começou (…).

O ministro da Fazenda parece uma sombra de si mesmo, não é mais o ‘infiltrado liberal’, mas alguém mais organicamente ligado ao projeto de poder da família Bolsonaro. O ministro não vai cair, mas não é mais o mesmo, ou ao menos, não é mais atacante nas pautas reformistas, mas um ‘meia de contenção’, focado em evitar retrocessos. O casamento arranjado com os liberais terminou, pois as entregas em matéria de privatização, abertura e reformas mais profundas foram pífias (…).

Há sobre a mesa um desafio gigante e urgente, no terreno fiscal, de conciliar uma versão prática e socialmente aceitável da ideia de responsabilidade fiscal, que compreenda a preservação do teto (uma ‘última defesa’ já bastante combalida), com iniciativas que coíbam um aumento catastrófico do desemprego e a volta da inflação”.

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