O ministro da Economia, Paulo Guedes, acredita que a taxa de câmbio deve voltar a um patamar “melhor” nos próximos dois anos, com a recuperação da economia. Em entrevista a jornais espanhóis El Mundo e Expansión, veiculada nesta sexta-feira, 19, ele defendeu que o caminho passa pela vacinação em massa e por estímulos a investimentos privados.

 

“O que esperamos, dentro dos próximos dois anos, é vacinar maciçamente no Brasil, a recuperação da economia, já não  baseada em gastos públicos que não se podem manter, mas sim estimular um crescimento com investimentos privados”, disse o ministro. Segundo ele, o país “deve voltar a uma taxa de câmbio melhor” depois disso. “Vamos vacinar para a volta ao trabalho e retomar o crescimento sustentável e as reformas”, reforçou.

O ministro ponderou, entretanto, que o país ainda não vacinou o suficiente. “Com a volta da pandemia de forma intensa, estamos vacinando de forma massiva para tentar mitigar esse problema. 5% da população já foi vacinada. Mas é muito pouco, temos que melhorar muito, trabalhar muito”, reconheceu. “Nos próximos seis meses, temos que vacinar o máximo possível da população brasileira, e este é o nosso grande objetivo”, disse.

Guedes afirmou que o Brasil tem conversado com laboratórios para tentar acelerar a vacinação e mencionou a contratação recente de 100 milhões de doses do imunizante da Pfizer, totalizando mais de 500 milhões de doses previstas para este ano. “Estamos acelerando os nossos contratos para adiantar a entrega dessas vacinas”, disse.

Segundo Guedes, a taxa de câmbio atual é resultado do choque da pandemia e da centro-esquerda, que, na visão dele, prejudica a imagem do Brasil. “É fruto muito mais da pandemia e um pouco ainda do problema interno político, porque depois de 30 anos de hegemonia de centro-esquerda, os que perderam as eleições não estão de acordo com isso, e vendem uma imagem negativa do país no exterior”, afirmou.

O ministro apontou medidas tomadas nos últimos meses para destravar investimentos, como os marcos regulatórios aprovados pelo Congresso, o ajuste fiscal proposto na PEC Emergencial e a autonomia do Banco Central. “O Brasil é a maior fronteira de investimento disponível no mundo”, afirmou. Guedes também citou que o marco da cabotagem, em tramitação no Senado, deve “aumentar a competitividade e reduzir custos de logística”.

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