A luta travada pelos caminhoneiros na última greve de 2018 deverá gerar novas paralisações em 2020. Em entrevista ao ClickPB, um dos líderes dos caminhoneiros no Nordeste, Marconi França explicou que nada do que foi acordado na última greve foi cumprido pelo governo. Segundo ele, só em dezembro, o óleo diesel aumentou mais de R$ 0,22 centavos. Para se ter uma ideia, esse aumento gera um gasto extra em mais de R$ 1.380 reais em cada viagem de até 3 mil quilômetros.

“Agora vá abastecer de 3 a 5 mil litros como fazemos para cada viagem. Aí vai sentir o peso que é. Não podemos aceitar isso. É desumano e desrespeitoso com o trabalhador que de sol a sol leva o progresso desse país sem nenhuma estrutura nessas estradas abandonadas”, desabafou.

Segundo ele, de qualquer frete que o caminhoneiro pegar ele não fica nem com 30% no seu bolso. “Vai tudo embora em pedágios, óleo diesel, que ta mais caro do que nunca e os insumos, que estão a preço de ouro com um aumento de mais de 50% como óleo do motor entre outros”, explicou.

Marconi diz que não há como resolver o problema se não por meio de uma greve. Ele confirmou que em todos os estados haverão paralisações dos caminhoneiros autônomos. Os trabalhadores na Paraíba também farão adesão ao ato que será nacional e irá acontecer em 1º de fevereiro. “Esse governo é uma vergonha. Mesmo nos reunindo diversas vezes, eles prometem, mas não cumprem metade do que dizem. Ninguém respeita a Lei 13.703 do piso mínimo do frete que foi fruto da greve. Lutamos também pela ampliação do Código de Verificação de Operação de Transporte (CIOT) para que haja fiscalização do piso mínimo do valor pago, mas o que vemos é o descumprimento desse acordo. Esse governo Bolsonaro só trabalha para os grandes. Como nós, caminhoneiros, iremos ficar se não nos mobilizarmos. A população tem que entender e muitos estão do nosso lado”, disse.

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