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Uma dezena de granjas de suínos podem ter que fechar em Santa Catarina, Estado que concentra mais de 30% dos abates nacionais, por causa das perdas na safra de verão 2021/22 e seus reflexos nos preços da soja e do milho. De acordo com o presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), os produtores independentes, que não estão ligados a grandes indústrias ou cooperativas, têm, aos poucos, colocado à venda matrizes e equipamentos após os prejuízos amargados em 2021 e diante da falta de perspectiva de recuperação este ano.

 

“O pessoal estava bem firme no ano passado e conseguiu segurar as pontas achando que lá na frente ia melhorar, mas isso não ocorreu”, lamenta Losivânio Lorenzi. Ele estima que cerca de 1.300 matrizes já tenham sido abatidas num processo de redução do rebanho e fechamento de granjas independentes. “É muito preocupante a seca que estamos vivendo. Santa Catarina é um Estado importante e se não tiver um olhar diferenciado par ao setor vamos perder muitos bons produtores na nossa atividade”, relata o produtor.

Apesar de um custo de produção na casa dos R$ 8 o quilo, ele relata que o preço médio de venda no Estado tem girado em torno de R$ 4,50 – situação que se arrasta desde o ano passado. “Hoje a saca de milho já ultrapassou, de novo, a marca dos R$ 100 aqui no Estado e, embora Santa Catarina não seja um grande produtor, o que se deixa de produzir com essa seca tem que vir a mais de outro lugar. E o que a gente vê é que boa parte do país está com problems climáticos”, completa o presidente da ACCS. Segundo a Embrapa, a alimentação representa cerca de 80% do custo de produção de aves e suínos, dos quais 75% são compostos por soja e milho.

Nesta quarta-feira (12/1) a ministra da agricultura Tereza Cristina esteve em Chapecó, ocasião na qual se encontrou com representantes do setor produtivo – entre eles o presidente a ACCS. De acordo com Losivânio, a ministra comprometeu-se a levar as reivindicações dos produtores ao ministério da Economia, mas evitou fazer promessas. Entre os pleitos da entidade estão a repactuação das dívidas de custeio e investimento já contratados, mas com taxas de juros e prazos maiores; a criação de uma linha de crédito especial para o produtor independente; a compra de carne suína em programas de aquisição de alimentos do governo federal e a disponibilização de milho pela Conab a preços mais acessíveis.

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