Enquanto a pandemia do novo coronavírus avança no Brasil e diversos países já iniciaram a imunização contra a covid-19, o Ministério da Saúde não conseguiu sequer comprar seringas e agulhas. Fracassou a tentativa e a pasta conseguiu apenas 2,4% do total de unidades que desejava adquirir, no pregão eletrônico realizado nessa terça-feira (29). As informações são do Estadão.

Um novo certame terá que ser realizado, ainda sem data definida. Esse tipo de compra costuma ser feita por Estados e Municípios, porém o Ministério d Saúde decidiu centralizar os insumos.

O ministro, Eduardo Pazuello, afirmou que a previsão é iniciar a vacinação em fevereiro, mas que a vacina precisa obter o aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Estima-se que 108 milhões de doses sejam aplicadas ainda no primeiro semestre.

As agulhas e seringas também serviriam para a campanha de imunização contra o sarampo.

De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos, Odontológicos, Hospitalares e de Laboratórios (Abimo), desde julho o ministério foi alertado sobre a necessidade de planejar a compra das vacinas.

De acordo com a publicação, no pregão desta terça-feira, o ministério buscava ofertas para conjuntos de seringas e agulhas de diferentes tipos. Dos 4 itens procurados pela pasta, 3 não tiveram propostas válidas. Nestes casos, os preços oferecidos podem ter superado valores fixados pelo ministério ou as empresas não apresentaram a documentação necessária. O quarto item teve lance válido apenas para parte do que era ofertado.

Em nota, o Ministério da Saúde afirma que “o pregão para compra de seringas e agulhas ocorreu dentro do trâmite legal”. “A fase de recursos está prevista pela Lei 8.666. O governo federal acredita que assinará os contratos ainda em janeiro”, diz a pasta.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

15 + vinte =