BRASÍLIA — O governo do presidente Jair Bolsonaro adotou como prática nas últimas semanas fazer eventos fechados para a posse de novos ministros. O modelo foi inaugurado na chegada de Marcelo Queiroga ao Ministério da Saúde, há duas semanas, e continuou com os ministros que assumiram após a reforma ministerial feita na semana passada. Marcadas para esta terça-feira, a posse deles ocorreria primeiro em um evento aberto; depois, em cerimônia fechada, mas com transmissão. Por fim, foi anunciado que o evento não terá transmissão.

A prática ocorre em meio ao pior momento da pandemia de Covid-19 no Brasil. Entretanto, após ter diminuído sua presença em eventos oficiais, Bolsonaro participou na segunda-feira da entrega de imóveis no Distrito Federal. Na quarta-feira, tem compromissos previstos em três estados diferentes.

No dia 23 de março, Marcelo Queiroga tomou posse como ministro da Saúde, uma semana após ter sido anunciado no cargo. A posse ocorreu em uma cerimônia reservada no Palácio do Planalto, sem divulgação prévia à imprensa, e antes mesmo da nomeação ter sido publicada no Diário Oficial da União (DOU).

Na semana passada, um dia após o anúncio da reforma ministerial, Anderson Torres tomou posse no Ministério da Justiça, enquanto André Mendonça tomou posse na Advocacia-Geral da União (AGU). As cerimônias também só foram divulgadas posteriormente.

Na segunda-feira, o governo federal anunciou para esta terça uma cerimônia de posse de sete ministros, incluindo os que tiveram cerimônias reservadas. Inicialmente, o evento seria aberto e ocorreria no Salão Nobre do Planalto. Em seguida, foi anunciado que a cerimônia ocorreria na Sala de Audiência e seria fechada, mas com transmissão. Na manhã desta terça, no entanto, no horário marcado para o início, foi informado que não haveria transmissão.

Também tomariam posse Luiz Eduardo Ramos (Casa Civil), Walter Braga Netto (Defesa), Carlos Alberto França (Relações Exteriores) e Flávia Arruda (Secretaria de Governo).

Tradicionalmente, mesmo durante a pandemia, as posse de novos ministros ocorrem em eventos abertos no Planalto, que contam com dezenas de convidados. Geralmente tanto o ministro que se despede do cargo quanto o que assume discursam, além do presidente. A última posse neste formato foi a de Onyx Lorenzoni na Secretaria-Geral e de João Roma no Ministério da Cidadania, em fevereiro.

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