O governo oficializou nesta terça-feira (1º) o afastamento dos investigadores na operação Akuanduba, deflagrada pela Polícia Federal (PF) em 19 de maio. No total, sete investigados pela operação foram afastados de suas funções no Ministério do Meio Ambiente e no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

A portaria onde consta a afastamento de cinco servidores foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) nesta terça-feira e é assinada pelo ministro-chefe da Casa Civil, Luiz Eduardo Ramos. O ministro Ricardo Salles, que também foi alvo da operação Akuanduba, assina outra portaria que determina o afastamento de outros dois agentes públicos.

 

A operação da PF apura crimes contra a administração pública praticados por agentes públicos e empresários do ramo madeireiro. Na operação, houve ainda a suspensão de um despacho emitido em fevereiro do ano passado, que permitiu a exportação de produtos florestais sem a necessidade de emissão de autorização de exportação.

O despacho, segundo as investigações, foi feito a pedido das empresas que tinham cargas apreendidas nos Estados Unidos e Europa e, com isso, possibilitou a regularização de mais de 8 mil cargas de madeiras exportadas ilegalmente entre 2019 e 2020. As investigações começaram em janeiro após informações obtidas junto a autoridades estrangeiras que relataram desvio de conduta de servidores brasileiros no processo de exportação.

A portaria assinada pelo ministro Luiz Eduardo Ramos afasta por 90 dias os seguintes agentes públicos:

  • Eduardo Fortunato Bim, presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama)
  • Olivaldi Alves Borges Azevedo, secretário adjunto da Secretaria de Biodiversidade do Ministério do Meio Ambiente
  • Leopoldo Penteado Butkiewicz, assessor especial do ministro do Meio
    Ambiente, Ricardo Salles
  • Olímpio Ferreira Magalhães, diretor de Proteção Ambiental do Ibama
  • João Pessoa Riograndense Moreira Junior, diretor de Uso Sustentável da
    Biodiversidade e Florestas do Ibama

Já a portaria assinada pelo ministro Ricardo Salles determina o afastamento pelo mesmo prazo (90 dias) dos seguintes agentes públicos:

  • Rafael Freire de Macedo, coordenador-Geral de Monitoramento do Uso da
    Biodiversidade e Comércio Exterior do Ibama
  • Wagner Tadeu Matiota, superintendente de Apurações de Infrações
    Ambientais do Ibama.

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