Fórum Nacional dos Governadores enviou um ofício para o presidente Jair Bolsonaro nesta quarta-feira, 20, pedindo que se estabeleça “diálogo diplomático” com China e Índia, por estarem preocupados com a falta iminente de insumos para a produção de novas vacinas.

(Governadores) Solicitam a essa Presidência que seja avaliada a possibilidade de estabelecimento de diálogo diplomático com os governos dos países provedores dos referidos insumos, sobretudo China e Índia, para assegurar a continuidade do processo de imunização no País”, diz o texto.

Quinze governadores assinam o documento: Wellington Dias (PT-PI), Renan Filho (MDB-AL), Waldez Goes (PDT-AP), Camilo Santana (PT-CE), Renato Casagrande (PSB-ES), Flávio Dino (PCdoB-MA), Mauro Mendes (DEM-MT), Romeu Zema (Novo-MG), Helder Barabalho (MDB-PA), João Azevedo (PSB-PB), Paulo Câmaa (PSB-PE), Fátima Bezerra (PT-RN), Eduardo Leite (PSDB-RS), João Doria (PSDB-SP) e Belivaldo Chagas (PSD-SE).

O ofício pede o que deveria óbvio: que o governo federal converse com os países provedores de insumos para dar continuidade ao processo de vacinação. Para uma nova leva de vacinas, tanto o Butantan, quanto a Fiocruz aguardam insumos vindos da Índia e da China.

O Brasil não tem sido uma prioridade na exportação dos insumos. No caso específico da China, por causa das declarações de Ernesto Aráujo e do clã Bolsonaro, os chineses se afastaram do governo brasileiro. Planalto estuda uma estratégia de emergência para retomar o diálogo diplomático.

Na minuta da carta, a qual o Portal WSCOM teve acesso, governadores de 16 estados pedem ainda  apoio para que a farmacêutica União Química dê início à produção da vacina russa Sputnik.

“Com os nossos cumprimentos, e no momento em que comemoramos o início do processo de vacinação em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal e, tendo em vista que o contrato firmado entre o Ministério da Saúde e o Instituto Butantan, para a produção da vacina Coronavac e FIOCRUZ – Universidade de Oxford / ASTRAZENECA e, considerando que os fornecedores do princípio ativo destes imunizantes têm base na China, vimos defender que seja avaliada a possibilidade de Vossa Excelência e a diplomacia brasileira fazerem um gesto de diálogo com o governo chinês, no sentido de assegurar o cronograma do fornecimento do IFA, necessário para a produção das vacinas pelo Instituto Butantan e FIOCRUZ e ainda, solicitamos apoio para a União Química produzir, no Brasil, a vacina Sputinik”, diz o texto.

A vacina russa Sputnik ainda precisa da autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para uso emergencial. O governo da Bahia, que já encomendou a vacina, entrou com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para conseguir a autorização.

Os líderes estaduais afirmam que o pedido “tem como base a imperiosa necessidade de garantir a continuidade e segurança para implementação do Plano de Vacinação no Brasil, iniciado nesta segunda feira, 18 de janeiro de 2021.” “É pelo Brasil, é para salvar vidas!”, encerra a carta.

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