O Governo do Estado, por meio da Companhia de Desenvolvimento da Paraíba (Cinep), criou o Polo Moveleiro Metropolitano da Paraíba, que tem como finalidade concentrar fábricas locais de móveis e fortalecê-las utilizando três frentes de atuação: negócios, capacitação e pesquisa e inovação. A medida foi anunciada pelo governador João Azevêdo.

O projeto, quando implantado no município de Santa Rita, região metropolitana de João Pessoa, se tornará uma das maiores potências nacionais no segmento, gerando 13.285 empregos diretos e indiretos no período de construção e 17.705 novos postos de trabalho, quando as empresas estiverem em operação.

Outro benefício para a população será a venda de produtos a preço de fábrica e outlets com venda direta à população.

O Polo Moveleiro Metropolitano da Paraíba contempla lotes para a implantação de indústrias do estado; centro de treinamento em nível operacional, técnico, superior e de pesquisa; centro de distribuição conjunto, o que gerará mais poder de compra para a cadeia; estacionamento amplo; tratamento de resíduos e o business center, local destinado a estudos e materiais humanos para a prospecção de novos negócios para o Polo.

Para a primeira etapa, a ideia é possibilitar a implantação de aproximadamente 60 empresas, além do Grupo K1, maior empresa do segmento moveleiro da América Latina, que será a loja âncora do Polo Moveleiro e ajudará a impulsionar o desenvolvimento das empresas locais e sistemistas do arranjo produtivo.

A matriz está localizada no Rio Grande do Sul, com 200 mil metros quadrados de planta industrial e mais de 2.000 empregos diretos. Aqui na Paraíba, o grupo já iniciou seu projeto em uma unidade preliminar em Santa Rita, com 8.000 m², na qual estão sendo realizados treinamentos de mão-de-obra e a instalação de uma unidade de fabricação.

O setor moveleiro já emprega atualmente 1.850 profissionais, dos quais 70% se localizam na região metropolitana de João Pessoa (Santa Rita, Bayeux e Cabedelo). Por esta razão, Santa Rita foi o município escolhido, seguindo a organicidade natural do arranjo, que já é uma realidade e que precisa ser desenvolvido. Além dessa vocação natural, a escolha está alinhada com a perspectiva do Governo, da interiorização do desenvolvimento do estado.

O polo deverá funcionar como pilar de negócios, capacitação e de pesquisa e inovação. Para colocar em prática essas ações, o Governo do Estado disse que está firmando parcerias com universidades, centros de inovação, instituições de fomento e capacitação e consultoria, além dos grupos e associações do segmento moveleiro.

Segundo o Banco do Nordeste, o Brasil possui 46 polos moveleiros, com cerca de 17 mil empresas formais de pequeno e médio porte e 82% delas estão localizadas no Sul e Sudeste do país. Em 2020, o segmento faturou R$ 70 bilhões, dos quais 85% foram nessas duas regiões. Na Paraíba há 213 empresas ativas no segmento, com dois Arranjos Produtivos Locais de móveis (APLs) localizados em João Pessoa e Campina Grande.

De acordo com o relatório Brasil Móveis 2020 realizado pela IEMI – Inteligência de Mercado, os três principais polos do país, localizados em Bento Gonçalves (RS), Arapongas (PR) e Ubá (MG) são capazes de faturar anualmente até R$ 4,3 bilhões. Com a implantação da primeira fase do Polo Moveleiro Metropolitano, estima-se um incremento de 32,1% na participação nacional dos móveis fabricados na Paraíba, tornando o estado uma das principais potências do Brasil no segmento.

Ainda segundo a IEMI, o Brasil é o principal player da América do Sul no setor de móveis e mesmo com a pandemia notou-se crescimento no setor, mostrando ser forte e adaptável a instabilidades econômicas.

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