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Enfrentando uma das maiores crises de sua história, a  Globo aproveitou o momento de redução de custos para colocar no pacote de demissões os funcionários que frequentaram festas clandestinas no auge da pandemia do novo coronavírus no Brasil.

A coluna recebeu uma lista de 20 profissionais, que trabalhavam em diferentes áreas na sede da emissora no Rio de Janeiro, acompanhada de fotos e publicações em redes sociais mostrando que todos, em algum momento, ignoraram solenemente as recomendações da Globo sobre os protocolos de segurança.

O problema é que todos estes funcionários contraíram Covid-19 e foram afastados do trabalho por semanas. Todos eles gozando de seus respectivos salários, benefícios e do plano de saúde que tinham por direito. Não se pode afirmar que eles pegaram o coronavírus nestas saídas clandestinas, mas a probabilidade é grande.

Um rapaz que consta na lista, inclusive, passou por uma situação extremamente constrangedora. Uma equipe de reportagem da Globo foi enviada para acompanhar a batida policial em uma festa clandestina voltada ao público gay com mais de 500 pessoas, em meados de março. O tal funcionário estava no meio do fervo, e foi reconhecido por um colega que fazia a cobertura do esvaziamento do local.
Nas redes sociais, os 20 funcionários da lista recebida pela coluna publicaram suas mensagens de despedida da Globo, lamentando terem sido vítimas dessa crise que atingiu em cheio a emissora.
A Globo enviou aos funcionários diversos comunicados ao longo da pandemia, com dicas de condutas e orientando os funcionários a serem responsáveis com a saúde coletiva. Recentemente, o RH da emissora disparou um comunicado informando que os que se recusassem a se vacinar contra a Covid-19 teriam seus contratos interrompidos.

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