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Funjope abre exposição da artista visual Cacá Fonseca na Casa da Pólvora

A Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope) abre, nesta quarta-feira (1º), na Casa da Pólvora, a exposição Mamaamam da artista visual Cacá Fonseca. A abertura será às 16h e a entrada é gratuita. A mostra, que fala sobre a travessia de dois desertos na vida da artista – o câncer de mama e a pandemia – é resultado do edital de ocupação do equipamento e fica aberta até 19 de maio.

“Essa exposição faz parte do nosso trabalho de estímulo e fortalecimento do Centro Histórico, e temos ocupado os nossos equipamentos como o Casarão 34, Casa da Pólvora, Hotel Globo, praças e territórios do nosso Centro a partir da cultura, sobretudo, dos nossos equipamentos, com editais de ocupação. Esta faz parte do processo de ocupação da Casa da Pólvora. Nós fizemos, recentemente, várias exposições e performances neste equipamento e estamos dando continuidade”, afirmou o diretor executivo da Funjope, Marcus Alves.

A exposição Mamaamam reúne uma série de trabalhos da artista Cacá Fonseca desenvolvidos entre 2020 e 2022, período no qual ela passou por esses dois momentos difíceis, um câncer de mama, numa luta pessoal, e a pandemia, situação que o mundo inteiro enfrentou. “As múltiplas estratégias da cura e da travessia são convocadas como campo poético e sensível para lidar com a perda das mamas e os sopros de vida mobilizados no recolhimento, na despedida, no repouso, na dor, no estranhamento desse outro corpo em nascimento”, diz a artista.

Segundo ela, a produção dessa travessia é uma cartografia sensível das conformações e deformações desse corpo-mulher-existência, esboçando outras mamas, outras formas em cicatrizes, acúmulos, totens, incompletudes, peitos coletivos e singulares riscados infinitamente na luta incessante do ser mulher.

“O que vem depois da extração das mamas? Para onde vai todo aquele amálgama de afetos, memórias que apertam o peito, cortam o peito, nutrem o mundo de leite, são e estão no peito?”, questiona.

A Mamaamam expõe no título uma palavra enigma que será revelada na experiência de atravessar as mamas, a despedida e a cura, de um radical processo de extração das mamas, acontecido em 6 de outubro de 2020. O enigma está registrado no ‘Ofidiarium’ e também no vídeo “Despedida”.

A concepção da mostra é de Cacá Fonseca; a expografia e montagem são assinadas pela artista e Pedro Britto; o mobiliário é de Guarany Lavor, com realização do Ateliê Gurugurias.

  • Texto: Lucilene Meireles
    Edição: Cristina Cavalcante
    Fotografia: Divulgação

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    FUNJOPE

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