Na próxima quarta-feira (10) os empregados do Banco do Brasil na Paraíba paralisarão as suas atividades por 24 horas. O objetivo da manifestação é protestar contra o planejamento da diretoria da instituição bancária de fechar três agências no estado, duas em João Pessoa e uma em Campina Grande. O plano de reestruturação do banco ainda prevê a demissão de funcionários.

Buscando combater esta decisão, os servidores das 67 agências e 36 postos de atendimentos (PAAs) espalhados pelo estado realizarão o ato que faz parte de uma ação nacional. Ao todo mais de 5 mil trabalhadores poderão ser desligados e mais de 300 agências encerradas no Brasil.

Apesar de ter anunciado o plano de reestruturação, o banco não revela de forma oficial quantas agências no total serão fechadas no estado, mas segundo os próprios funcionários, a previsão é que os locais encerrados sejam: a agência Parque Solon de Lucena, localizada no bairro de Tambiá e a agência do Jardim Cidade Universitária, ambas em João Pessoa. Já em Campina Grande, a agência Jardim Paulistano, na Avenida Assis Chateaubriand.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Bancários da Paraíba, Lindonjhonson Almeida, a adesão ao estado de greve é a forma mais viável de pressionar o banco e tentar impedir o processo de desmonte da empresa. “O estado de greve é um alerta para que a direção do banco e o governo se atentem para as reivindicações dos trabalhadores e abram negociação para que se evite a deflagração da greve. Os funcionários estão pressionando o banco para que o mesmo seja transparente e abra negociações com relação ao plano que prevê a demissão de 5 mil funcionários (em plena pandemia), além do fechamento de 112 agências, 242 postos de atendimento e sete escritórios. Na Paraíba, mais de três agências e sete postos de atendimento estão na mira do banco para serem desativados”, avaliou.

A categoria decidiu em assembleia que, se até quarta-feira, 10 de fevereiro, não houver uma negociação satisfatória, bancários e bancárias do BB vão paralisar as atividades por 24 horas, podendo permanecer com novas paralisações.

Ainda segundo Lindonjhonson, o banco se comprometeu em última reunião realizada em conjunto com o Ministério Público do Trabalho (MPT) submeter a pauta com os pontos destacados pela Contraf-CUT à instância superior e trazer a resposta até a próxima audiência com o MPT, nesta segunda-feira (8). Segundo ele, “os funcionários querem negociar e pedem que o banco seja transparente com o plano que está em implantação para que os trabalhadores não sejam prejudicados”, disse.

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