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Acusado no relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19 de disseminar fake news, o senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ) se manifestou contra o documento, afirmando que o texto “não se sustenta” e que não passa de uma peça política para desgastar o governo atual.

“O relatório do senador Renan Calheiros é uma alucinação, não se sustenta, e é um desrespeito com as quase 600 mil vítimas da Covid que esperavam algo de útil da CPI”, disse, nesta sexta-feira (15), o filho 01 do presidente da República. O objetivo do texto, segundo ele, é “agradar ao PT e tentar desgastar o presidente Jair Bolsonaro nas eleições de 2022”.

Calheiros (MDB-AL) já adiantou que Jair Bolsonaro deverá ser indiciado por 11 crimes, entre eles homicídio comissivo por omissão no enfrentamento à Covid, genocídio de indígenas, prevaricação, charlatanismo e crime de responsabilidade. Os filhos do mandatário também estão na mira da CPI.

 

Tanto Flávio como o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) devem ser denunciados pela difusão de fake news. A recomendação de Calheiros é pelo indiciamento dos três, por contribuírem para o agravamento da epidemia, ao promoverem, por exemplo, o uso de medicamentos sem eficácia comprovada como solução para a cura da Covid.

“As acusações contra mim e contra o governo não têm base jurídica e nem sequer fazem sentido”, defendeu-se Flávio. Para embasar a resposta, o senador remete o avanço da vacinação aos esforços do governo federal, ainda que o próprio presidente da República tenha optado por não se imunizar.

“É preciso lembrar que todas as vacinas aplicadas no país, sem exceção, foram compradas pelo governo Bolsonaro. E que, apesar de a CPI insistir no rótulo de negacionista, foi o governo Bolsonaro que aplicou mais de 254 milhões de doses de vacina, distribuiu 300 milhões de doses aos estados e, por conta desse esforço, alcançou 65% da população adulta totalmente imunizada, até o momento”, disse o 01.

O senador defende o pai, ainda, pela compra de oxigênio e instalação de leitos de UTI para atender pacientes com Covid, bem como pela liberação do auxílio emergencial. “Se não fosse Bolsonaro, que transferiu R$ 335,6 bilhões e atendeu 68 milhões de brasileiros, o país teria se transformado num caos.”

A base do governo prepara um relatório alternativo para apresentar à CPI. Apesar de não ter força para passar, pois os aliados de Bolsonaro são minoria na comissão, o texto buscará, principalmente, levar a narrativa do governo adiante e dividir a responsabilidade do agravamento da pandemia com os entes federados.

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