O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) disse hoje que prefere uma terceira opção para a eleição presidencial de 2022 do que Lula (PT) e o presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Em entrevista à rádio CBN, FHC disse que o petista deveria “passar o bastão”.

“Chega uma hora que as pessoas devem passar o bastão. Me refiro ao presidente Lula. Que novidade ele vai trazer? É difícil. Para o Brasil seria melhor alguém novo no jogo. Bolsonaro dificilmente vai representar algo diferente do que ele representa. O que ele representou? Ele representou o não ao PT. Ou nos rompemos essa dicotomia ou o Brasil vai atrapalhar o futuro. Vamos voltar ao passado, para quê?”, afirmou o tucano.

FHC disse ser a favor de um nome do centro, segundo ele, “centro com lado”. “Tem que ser um centro com lado, o lado da democracia e progresso econômico. O candidato, independente de partido, precisa expressar um sentimento de futuro. E esse futuro vai estar prejudicado pela saúde pública, concentração de renda e desemprego”, afirmou.

Questionado entre os nomes de João Doria (PSDB), governador de São Paulo, e Ciro Gomes (PDT), FHC disse que “prefere Doria”, mas “apoiaria Ciro se ele for capaz de levantar votos”.

Sobre o presidente Bolsonaro, ele afirmou não ver ambiente para o impeachment, mas criticou a forma de governo.

“Acho melhor para o Brasil que ele complete o mandato. O Brasil já passou por outros impeachments e isso deixa marcas. Agora, o presidente precisa governar. Às vezes dá a impressão que ele está perdendo tempo com coisas que não são essenciais. O presidente governa para o grupo, a família, os partidários e os amigos dele. Bolsonaro vê o outro lado como inimigo, e não adversário”, completou.

Pesquisa eleitoral XP/Ipesp divulgada hoje mostra Lula pela primeira vez na frente de Bolsonaro. O petista aparece com 29% das intenções de voto, contra 28% de Bolsonaro. Ciro Gomes (PDT) e Sergio Moro (sem partido) vêm em terceiro, com 9%. Luciano Huck, também sem partido, marca 5%.

Empatados com 3% estão João Doria (PSDB), Guilherme Boulos (PSOL) e Luiz Henrique Mandetta (3%). Disseram que não votariam em ninguém, anulariam ou não saberiam 12%. O levantamento foi realizado entre 29 e 31 de março. A margem de erro é de 3,2 pontos percentuais para mais ou para menos.

Na pesquisa anterior, de 11 de março, o petista marcava 25 pontos, e o atual presidente, 27.

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