Foi em uma casa de adobe, com telhado de palha, sem água encanada e nem energia elétrica, em Montividiu do Norte (GO), que Oneide de Souza Ribeiro passou parte da infância. A avó, Maria Soares, com quem morava, ensinou a menina a ler e escrever.

“Era pobre pobre, pobre, de marré, marré, marré”, diz Oneide, usando uma música infantil. A única lembrança desses tempos, é uma pintura que fez questão de emoldurar para pendurar na parede.

Do interior de Goiás, Oneide se mudou para Brasília onde, segundo ela “correu atrás dos sonhos”. Na capital federal, a menina pobre foi faxineira, merendeira, professora e, agora, é diretora de uma escola pública na região do Paranoá.

A vida em Brasília

 

Oneide mudou-se para a capital federal aos oito anos. Morou em Sobradinho com os pais e os irmãos, e, depois, no Paranoá.

Quando adolescente, decidiu fazer um curso técnico em contabilidade. “Eu detestava, mas naquela época era o que tinha de estágio remunerado para conseguir estudar e poder me sustentar”, conta.

Oneide estudava à noite e trabalhava durante o dia. “Eu pegava o último ônibus. Se perdesse, ia dormir na parada porque não tinha dinheiro pra pagar táxi, não tinha telefone e nem internet naquela época pra gente se comunicar com a família. Eram momentos muito difíceis”, lembra.

Para procurar emprego, Oneide conta que caminhava por uma hora e meia, do Lago Sul até a W3, na área central de Brasília, entregando currículo. Ganhava dinheiro fazendo faxinas, mas queria mesmo era ser professora, por isso, continuou estudando.

Oneide e Valter se casaram em 1990, após passarem em concurso público da Secretaria de Educação do DF — Foto: Arquivo pessoal

Oneide e Valter se casaram em 1990, após passarem em concurso público da Secretaria de Educação do DF — Foto: Arquivo pessoal

Depois que terminou o curso técnico, Oneide resolveu fazer o “2º grau” novamente, desta vez, apostando no curso científico, atual Ensino Médio. Em 1987 ela passou para o concurso de merendeira da Secretaria de Educação do DF, mas só foi chamada em 12 de março de 1990, aos 21 anos.

O então noivo, Valter Santos, passou no mesmo concurso, para vigilante. Eles se casaram quatro meses depois.

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