Terminar uma carreira tão bem sucedida amargurando derrotas não faz parte da personalidade de Faustão
É preciso entender uma coisa: Fausto Silva está há 31 anos na situação mais confortável da TV em termos de audiência. Ele vem sempre após o futebol, que nunca perde da concorrência.
Sair desse horário para ir trabalhar às quintas-feiras e dar de cara com A Praça é Nossa, que também lidera há anos, é um risco tremendo. E ele não quer (nem precisa) passar por essa situação.

Terminar uma carreira tão bem sucedida amargurando derrotas não faz parte da personalidade de Faustão. Ele prefere fazer algo conceitual e vanguardista, ao estilo do Perdidos na Noite (Band), que o tornou famoso nacionalmente. A fortuna conquistada depois de três décadas lhe dá esse direito.

Nenhum programa que a Globo colocou no ar às quintas, nos últimos anos, venceu a Praça. Amor e Sexo era moderno, quebrava barreiras e surpreendia, mas só e elite gostava. E TV, meu amor, é povão. A elite já abandonou o aparelho há anos.

 

Tentativas frustradas
Depois do programa de Fernanda Lima, a Globo colocou de tudo: uma enxurrada de enlatados para fazer o público deixar o SBT, o bem sucedido na TV a cabo Lady Night, que brilhou no Multishow, e chegou a anteceder aquele que poderia ser o tiro certeiro contra a Praça, o Festival Zorra, um apanhado bizarro do Zorra Total… Mas, acredite, nada mudou. E nada adiantou.
Ninguém entende, mas Silvio Santos coloca a Praça no ar a partir das 23h30, tarde demais, principalmente em relação a seu público, que costuma dormir mais cedo. Mas, não tem jeito.
Além da enorme gratidão à família Nóbrega, A Praça é Nossa, com seu humor tido como primário e repetitivo, é e sempre será uma das maiores marcas do SBT. Carlos Alberto de Nóbrega, filho de Manoel de Nóbrega, que fora muito amigo Silvio, tem status dos mais altos no SBT.
Tem poder de contratar e demitir, mas, dizem, seu salário gira em torno dos R$ 300 mil. A pergunta que o mercado se faz hoje após essa notícia de Flávio Ricco é: o anúncio do Faustão seria uma “jogada” dele para fazer a Globo mudar de ideia e deixa-lo exatamente onde está? Pois, Faustão saindo, a Globo terá, além do problema das quintas, uma nova dor de cabeça, agora aos domingos.
Da coluna de Leo Dias em Metrópoles

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