O ex-presidente Lula, do Partido dos Trabalhadores (PT), voltou a afirmar que pretende regular a mídia, caso seja eleito para comandar o país no pleito do próximo ano. O petista disse, no entanto, que ainda não se decidiu se será ou não candidato, mas adiantou que o setor não pode continuar com a regulamentação de 1962.

As declarações de Lula foram repercutidas durante entrevista à uma emissora de rádio da Bahia, nessa quinta-feira (26).

“Eu ainda não decidi se sou candidato. Eu estou com muita paciência, estou conversando com muita gente, estou ouvindo muito desaforo, leio muito a imprensa. Tem alguns setores da imprensa que não querem que eu volte a ser candidato. Porque se eu voltar [à Presidência] eu vou regular os meios de comunicação deste país”, disse.

Lula disse ainda que “a gente não pode ficar com a regulamentação de 1962, não é possível”.

Durante um discurso de abertura do 7º Congresso Nacional do PT, em 2019, Lula defendeu a liberdade de imprensa e a regulação da mídia, afirmando que “democratizar a comunicação não é fechar uma TV, é abrir muitas”.

Já em 2017, durante um evento na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o petista afirmou que ele e a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) erraram por não terem levado em frente a regulação dos meios de comunicação.

Durante seu governo, Lula sugeriu a criação de um Conselho Federal de Jornalismo, iniciativa que chegou a ser enviada ao Congresso em 2004, mas não foi aprovada pelos deputados após uma série de críticas.

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