O ex-porta-voz da Presidência da República general Otávio do Rêgo Barros afirmou que há interferência do governo Bolsonaro nas Forças Armadas, na Polícia Federal e na Receita Federal.

Em um artigo publicado ontem no Correio Braziliense, Rêgo Barros alega que a interferência é estendida também à diplomacia, mas não apresenta provas de qual seria essa interferência.

Intenta-se estabelecer uma ligação emocional entre as deliberações do Executivo e a Instituição de Estado: Forças Armadas. Mas não há exclusividade de ator principal. Do mesmo modo há uma interferência em outras instituições respeitadas por seu passado asseado e ajustadas à missão constitucional: Polícia Federal, Receita Federal, Diplomacia, dentre outrasOtávio do Rêgo Barros

Na sequência, o ex-porta-voz alega que as medidas do governo geram críticas negativas às instituições. “Ações e omissões do governo expõem essas organizações ao escrutínio crítico, com viés negativo, resultando como consequência uma possível repulsa da sociedade”, explicou.

O general também criticou o uso político do Exército Brasileiro. “Não é aceitável, sob nenhum aspecto, transformar a centenária Instituição Exército Brasileiro, nascida nas ravinas dos Montes Guararapes pelo amálgama das três raças e detentora de altos índices de confiabilidade, em uma estrutura de apoio político pessoal”, escreveu.

Sem citar o nome de Eduardo Pazuello, Rêgo Barros também falou sobre a presença do ex-ministro da Saúde nas manifestações a favor do presidente Jair Bolsonaro no último final de semana.

“Quanto ao caso do oficial-general que participou de carreata política, infringindo, em tese, a legislação disciplinar, tenhamos confiança na sobriedade temperada com firmeza de nossos comandantes”, afirmou o ex-porta-voz.

Rêgo Barros atuou como porta-voz do governo desde janeiro de 2019, quando Bolsonaro assumiu a Presidência. No entanto, foi exonerado do cargo em outubro de 2020, após a função que ocupava ser extinta com a criação do Ministério das Comunicações.

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