Pamella Holanda falou sobre a repercussão dos vídeos que compartilhou nas redes sociais das agressões que sofreu do marido DJ Ivis. Em entrevista para o colunista Leo Dias, ela disse que tem a “sensação de alívio por poder falar”.

A agressão mais recente ocorreu, segundo o colunista, no dia 2 de julho. Na ocasião, Pamella disse ter sido ameaçada com uma faca pelo DJ. Ele foi levado para a polícia após o flagrante. No dia anterior, ela recebeu chutes e socos.

“Eu tinha recebido conversas dele com outra mulher. Não era a primeira vez. Estava indo buscar ele no aeroporto com a minha filha e recebi as conversas no caminho. Resolvi esperar (para falar). Estava a mãe dele e uma babá em casa. Ele almoçou e subiu. Eu não estava bem e subi para dormir. Quando eu subi, ele estava deitado na cama. Ele pediu para eu passar base na unha dele. Eu falei: ‘Meu amor, daqui a pouco eu pinto. Estou cansada, enxaqueca. Vou dormir uns 40 minutos e daí eu pinto a sua unha’. Eu virava para o lado e não conseguia dormir, estava inquieta. Pensei: ‘Vou perguntar para ele’. No lugar de esposa dele eu tenho total direito de cobrar’. E eu perguntei: ‘não tem uma maneira dele repostar as mulheres sem mencionar o Instagram delas? Porque quando menciona, abre um bate papo e elas podem conversar com você’. Estava calma. Mas isso era como se fosse um gatilho para ele. Era recorrente. Ele já se exaltou”, começou ela, que foi mostrar os prints que tinha recebido a ele, que reagiu da pior forma.

“Na hora em que fui desbloquear o celular, ele pegou de mim. Ele jogou o meu telefone e quebrou. Fui na porta do quarto, peguei o telefone para ver se tinha como usá-lo. Comecei a chorar e falei: ‘Perdi meu telefone. Não acho justo eu ser punida por um erro seu’. Ele já veio para cima de mim com soco e chute. Ele foi para o banheiro e eu fui atrás dele chorando e pedindo para ele se conter. Ele tentou me estrangular, me segurou com as duas mãos, me pressionando contra a bancada da pia. Saí, fui pro quarto, e ele começou a me esmurrar, me chutar. Acho que um soco ou uma cotovelada pegou no meu olho. A mãe dele olhou e disse que não tinha nada no meu olho.”

Depois disso, Pamella ficou sozinha em casa e procurou a vizinha para desabafar. No dia seguinte, acordou com Ivis brincando com a filha na cama. “Dormiu com a gente como se nada tivesse acontecido. Ele nunca me pediu desculpas. Ainda negava que me batia. Ele se coloca muito no lugar de vítima, de ‘fiz isso aqui por isso daqui’. Ele acordou brincando com a Mel (filha) na cama. Estava com o meu olho que eu não conseguia abrir. Desci para poder fazer o leite dela (da filha). Ele estava lá com a empregrada dele. Escutei ela falando: ‘você tem que parar de agredir’. Eu cheguei e ele falou: ‘Você não vai fazer leite para ninguém, pode sair daqui’. Ele falou que não tinha me agredido. Eu mostrei as marcas nas costas, meu olho… E disse: ‘Tu vai acabar sendo preso’. Ele levantou, foi na gaveta da cozinha e pegou uma faca. Eu saí correndo e fui na portaria pedir socorro”, disse ela, que ainda passou na vizinha, onde ligou para a polícia.

COMEÇO

Os dois se conheceram pelo Instagram em 2018 e em fevereiro de 2020, ela descobriu que esperava o primeiro filho com ele. Os dois passaram, então, a morar juntos. As agressões começaram após a gestação.

“A primeira vez que ele me agrediu foi quando eu estava grávida de cinco meses, ele me pegou pelo pescoço, veio me arrastando pelo corredor que tinha no apartamento até o sofá. Ele me jogou no sofá. Na cabeça dele, era como se eu fosse um problema, um fardo. Não podia chegar para ele e falar, ‘estou sentindo isso’. Estava em uma situação de não ter suporte dentro de casa. Ele vivia na linha tênue de explodir. A qualquer momento ele explodia”, relembrou.

Pamella diz que foi agredida fisicamente e verbalmente muitas outras vezes. “Não sei quantas. Muitas! Não era só fisicamente, mas verbalmente, psicologicamente… Era um terror psicológico muito grande.”

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