Ultimamente afastado das lides políticas, pois se dedica à academia e à advocacia, o ex-ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, fez uma pausa neste sábado (17) para comentar a conjuntura do Brasil diante da pandemia da Covid-19 e, especialmente, sobre os efeitos da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de anular os processos do ex-presidente Lula à quem trata como personagem decisivo para a sucessão em 2022. Na oportunidade, ele aponta erro de Ciro Gomes de brigar com o PT. Também analisa ainda a interferência externa na Operação Lava Jato e no impeachment da ex-presidenta Dilma Roussef.

Em entrevista concedida à Revista NORDESTE, que está em fase final de produção e editoração, José Eduardo Cardozo expõe diversos assuntos de grande relevância na conjuntura política, sobretudo, em relação ao governo Jair Bolsonaro no trato da Covid-19. O jurista defende punição ao membros da gestão pela ampliação de mortes em face de erros e medidas na atual pandemia.

“O cenário no Brasil diante da Covid-19 expõe descaso e incompetência comprovada do presidente e de seu governo. Diante desta realidade posta, entendemos que todos os membros do Governo envolvidos com este contexto precisam ser responsabilizados, sobretudo, pelo alto índice de mortalidade advinda, especialmente, pelas políticas atrasadas e irresponsáveis do Governo em não saber lidar com protocolos sadios em sintonia com os governos estaduais e municipais. É evidente que poderíamos ter evitado grande parte das mortes registradas por incompetência de gestão. Atestem onde chegamos com a ‘gripezinha’ do presidente, por isso precisa ser responsabilizado”, afirmou.

Cardozo também analisa o futuro do ex-juiz Sergio Moro, bem como do procurador federal Deltan Dallagnol, e defendeu punição aos dois pelos estragos produzidos ao Brasil com a Operação Lava Jato que, segundo ele, esteve nas estratégias definidas por interesses de fora do País a partir do impeachment de Dilma Rousseff.

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