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Um dos ex-bolsonaristas mais conhecidos do país, o ator Carlos Vereza, 83 anos, revela um mimo (duvidoso, no caso) do Planalto nos tempos em que andava aos abraços com o presidente: foi convidado antes de Regina Duarte para ser secretário da Cultura e recusou. “Já começava a perceber que a família que ele defendia não era a do país, e sim a dele”, afirma. Mesmo assim, foi à posse de Regina, todo sorridente. “Sempre fui amigo dela, mas não era cego”, diz. Rompido com Jair Bolsonaro — “ele se vinga da cultura, anulou a arte”, indigna-se —, Vereza faz questão de esclarecer que não se arrepende de ter votado nele no contexto de 2018, “um voto de desespero, um cavalo de pau”, mas agora que o conhece melhor não repetirá o gesto. Quem escolherá, então? “O menos pior.”

Publicado em VEJA de 8 de junho de 2022, edição nº 2792

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