O aumento no número de enterros em João Pessoa nos últimos dias acionou o alerta para a falta de planejamento dos oito anos da gestão Luciano Cartaxo, em João Pessoa, que nesse período não promoveu reformas, ampliação nos cemitérios ou construção de novas unidades para suprir a demanda da Capital, que cresce a cada ano.

Foi preciso uma pandemia para comprovar que a última gestão além de errar, foi omissa. Olhou para os cemitérios apenas no dia de finados com intervenções apenas estéticas. Para se ter uma ideia, a última reforma realizada nos cemitérios da Boa sentença, Santa Catarina e no do Cristo só aconteceram na gestão Cícero Lucena, iniciada em 1º de janeiro.

Os sepultamentos de mortos por Covid-19, em João Pessoa, triplicaram nos últimos dias. Em apenas 11 dias do mês de março, foram enterradas mais pessoas nos cemitérios públicos da capital que no mês de janeiro, isso quando o assunto diz respeito exclusivamente às mortes em decorrência da pandemia do novo Coronavírus. Em janeiro, 80 pessoas foram sepultadas nos cemitérios públicos. Este número subiu para 83 em apenas 11 dias de março.

A pasta responsável por administrar esses empreendimentos – na gestão Cartaxo – serviram como meros cabides de emprego, na maioria sem profissionais qualificados para administrar a casa de mortos. Cartaxo não teve sensibilidade e agora a bomba explode nas mãos do atual prefeito, Cícero Lucena (12), que mal completou 60 dias de gestão.

O chefe de gabinete da Secretaria de Desenvolvimento Urbano da Capital, Eduardo Pedroza, por exemplo, estima que o número de sepultamentos chegará a 250 só com vítimas da Covid-19 por mês.

Mesmo tendo sido prefeito durante o primeiro ano da pandemia, Cartaxo em nenhum momento agiu. Se enterrou em sua própria cova particular, empenhado apenas em tentar eleger sua sucessora, que ficou apenas na quinta colocação na disputa municipal.

O último ano do prefeito não gerou bons frutos. O insucesso ocorreu tanto no campo administrativo quanto no campo político. Cartaxo dizia que planejava João Pessoa para o futuro, mas hoje o futuro que se vislumbra – a partir de seu planejamento – é impraticável.

O fato é que caos em que os cemitérios da Capital se afundam tem nome e sobrenome – Luciano Cartaxo.

Cartaxo não cuidou dos vivos e também não teve respeito aos mortos.

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