Com a saída dos Comandantes das Forças Armadas, anunciada pelo Ministério da Defesa nesta terça-feira (30), o presidente Jair Bolsonaro escolherá os novos nomes para assumirem o Exército, a Marinha e a Aeronáutica. A previsão está na Constituição de 1988: a Carta afirma que cabe ao Presidente da República o comando supremo das Forças e a nomeação de seus líderes.

Deixaram os cargos o general Edson Pujol (Exército), o almirante Ilques Barbosa (Marinha) e o brigadeiro Antônio Carlos Moretti Bermudez (Aeronáutica). Na véspera, havia sido anunciada a saída do ministro da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva.

Esta é a primeira vez, desde 1985, em que os comandantes das três Forças Armadas saem ao mesmo tempo e sem que isso ocorra em período de troca de governo.

Embora não exista determinação na legislação, historicamente, o Alto Comando de cada uma das Forças Armadas – composto pelos generais mais antigos e que estão à frente de comandos regionais ou áreas de grande interferência – envia ao ministro da Defesa uma listra tríplice.

Ou seja, há três listas – uma para Exército, uma para Marinha e outra para Aeronáutica –, e cada uma tem três nomes. Normalmente, são elencados oficiais quatro estrelas mais antigos do Exército, da Marinha e da Aeronáutica e que estejam prestes a se aposentar.

Essas listas, no entanto, não precisam ser obrigatoriamente seguidas pelo presidente – ele tem liberdade para escolher qualquer general quatro estrelas (a mais alta patente). Oficiais ouvidos pelo G1 esperam definição de nomes que não tenham perfil político e não permitam interferências internas

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