O preço do petróleo subiu cerca de 2% nesta segunda-feira (11), em meio à uma crise de energia que atinge as principais economias globais devido à restrição no fornecimento por grandes produtores.

O Brent estava em alta de 1,8%, com preço de US$ 83 [cerca de R$ 460] por barril, valor mais alto desde outubro de 2018. Já o petróleo WTI subia 2,2%, para US$81 [cerca de R$ 450], maior preço desde o fim de 2014.

Os preços do petróleo devem continuar subindo no curto prazo”, disse o analista do Commerzbank, Carsten Fritsch.

As cotações aumentam à medida que os países flexibilizam as restrições contra a Covid-19 e retomam a atividade econômica. O Brent está em alta há cinco semanas e o WTI há sete.

O ritmo da recuperação econômica combinado com o clima frio aumentou a demanda por energia, enquanto a pressão sobre os governos para acelerar a transição para uma energia mais limpa desacelerou o investimento em projetos de petróleo.

Os preços do carvão, gás e eletricidade também subiram para níveis recordes nas últimas semanas, impulsionados pela escassez generalizada de energia na Ásia, Europa e Estados Unidos.

“A notícia da semana passada de que o Departamento de Energia (dos EUA) não está planejando explorar reservas estratégicas por enquanto está mantendo o mercado de petróleo apertado e está elevando os preços”, disse o analista do UBS, Giovanni Staunovo.

A secretária de Energia dos EUA, Jennifer Granholm, disse na semana passada que o governo estava considerando explorar as reservas emergenciais de petróleo do país para resfriar os preços da gasolina, embora o Departamento de Energia tenha dito mais tarde que “não tinha planos de agir neste momento”.

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