O presidente Jair Bolsonaro disse nesta 6ª feira (28.mai.2021) que interferiu na Petrobras ao trocar o comando da estatal, em fevereiro. Ele escolheu o general da reserva Joaquim Silva e Luna para ocupar o lugar do então presidente da petroleira, Roberto Castello Branco.

Da nossa parte, eu troquei o comando da Petrobras. No começo, foi um escândalo: ‘Interfere…’. É para interferir mesmo, eu sou presidente“, disse em conversa com apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada. Bolsonaro também falou sobre o preço dos combustíveis e as medidas que adotou para tentar diminuir o valor nas bombas.

Entre as ações, citou a troca na Petrobras e falou sobre a demora para que Silva e Luna assumisse o cargo – o general tomou posse em abril. “Ele foi para lá, assumiu. O então presidente [Castello Branco] levou quase dois meses para sair porque tem um conselho, que vota. O negócio é burocrático. Alguns querem que a gente vá lá e ‘atenção, já’. Não é assim, não“, disse.

 

Segundo Bolsonaro, o novo presidente da estatal está conduzindo estudos para dar “mais previsibilidade” quanto ao aumento nos preços dos combustíveis. Os sucessivos reajustes da Petrobras foram uma das razões que motivaram a troca no comando da empresa.

Ele [Silva e Luna] está ultimando ali estudos com o Conselho novo também, que foi colocado lá, para ter previsibilidade do aumento do combustível. Não é interferência, é ter previsibilidade“, comentou. Sem dar detalhes, o presidente disse “que chega muita coisa para a gente” e que “está mandando apurar“. Segundo ele, tem gente que “ganha muito” em cima das preços dos combustíveis.

Questionado por um apoiador, Bolsonaro evitou falar sobre uma possível expectativa de queda no valor do óleo diesel. O presidente afirmou que o valor segue “uma fórmula automática que varia de acordo com o preço do petróleo lá fora e o valor do dólar aqui dentro“.

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