Os principais indicadores do mercado financeiro brasileiro operam no campo negativo nesta quarta-feira, 6, com as fortes quedas internacionais. Na pauta doméstica, investidores analisam como objetivo para mudar a taxação dos combustíveis e a agenda de reformas . Por volta das 12h30, o dólar registrava alta de 0,67%, a R $ 5.522. O câmbio chegou a bater a máximo de R $ 5.525, enquanto a mínima não passou de R $ 5.489. A divisa norte-americana encerou a véspera com alta de 0,70%, cotada a R $ 5.485. Acompanhando o mau humor das Bolsas internacionais, o Ibovespa , referência da B3, operava com queda de 1,33%, aos 108.988 pontos. O pregão desta terça-feira, 5, encerrou com leve alta de 0,06%, aos 110.457 pontos.

Os mercados nos Estados Unidos operam em queda em meio ao avanço da geração e na expectativa de redução dos estímulos do Banco Central (Fed, na sigla em inglês) já em 2021. Desde o agravamento da crise gerada pelo novo coronavírus , uma autoridade monetária mantém os Juros em patamares relativos e compra US $ 120 bilhões por mês em públicos. O arrefecimento desta política pode levar à desaceleração da maior economia do mundo e gerar um efeito em cascata os negócios globais. Na Europa as baixas são ainda mais fortes em meio ao aumento do preço do gás, essencial para o aquecimento das casas durante o inverno, e os seus efeitos nos índices que medem a informação.

Na cena doméstica, os investidores analisam a proposta de mudança da taxação do ICMS , imposto de origem estadual, sobre os combates para queda do preço nas bombas. O projeto foi anunciado pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e deve ser votado já na próxima semana. A proposta determina que o cálculo do tributo seja feito em cima da média do valor dos pacotes nos últimos dois anos. “Esse valor fica fixo por um ano, e se multiplica sem interferência nenhuma, em nenhum Estado, pelo imposto estadual que cada governador escolher como alíquota”, afirmou. Segundo o parlamentar, a pode mudança impactar na queda de 8% no valor gasolina, 7% do etanol e 3,7% sem diesel.

Na pauta de reformas, o relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 110, senador Roberto Rocha (PSDB-MA), apresentou o texto com mudanças no sistema tributário e ressaltou que a medida não vai impactar no aumento dos impostos. O documento prevê a criação do modelo dual de Imposto sobre Valor Agregado (IVA), sendo um destinado aos tributos federais, e o segundo para os estados e municípios. O IVA federal será composto pela Contribuição Social sobre Bens e Serviços (CBS), que substituirá os tributos PIS e Cofins. O texto que cria a CBS está em tramitação na Câmara dos Deputadose não tem previsão para ser colocado em votação. Já o IVA dos entes subnacionais integrará o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), resultado da junção do ICMS (Estados) e do ISS (municípios). A criação do IBS deve ser feita em forma de lei complementar. O texto também prevê o Imposto Seletivo (IS) como substituto ao Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). O novo tributo, também conhecido como “imposto do pecado”, deve incidir sobre bens e serviços específicos que gerem danos ao meio ambiente e à saúde, como operações com petróleo, cigarros e bebidas. O relatório de Rocha ainda indica o financiamento do Fundo de Desenvolvimento Regional (FDR) com recursos do IBS e a manutenção do tratamento diferenciado para empresas incluídas no Simples Nacional.

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