O deputado federal paraibano Wellington Roberto (PL), em entrevista concedida ao programa Arapuan Verdade, na tarde desta terça-feira (26), comentou sobre a possibilidade de aquisição do setor privado aos lotes da vacina contra a Covid-19. O parlamentar defendeu a venda das vacinas também de forma particular e disse que o pedido já foi feito ao presidente Jair Bolsonaro, por intermédio do deputado federal Artur Lira (PP-AL) candidato a presidência da Câmara Federal.

“Essa sugestão nós demos para ter um controle mais firme acerca do combate ao vírus. Nós estamos engajados. Artur Lira teve uma reunião com Bolsonaro e eu pedi a ele que levasse nossa sugestão para abrir a importação de vacinas para que as empresas e clínicas que tenham interesse de adquirir fizesse esse gesto. Isso daria uma agilidade muito grande nas filas da vacinação. Nós sabemos que o Brasil é o único país com um sistema de saúde como o SUS e isso tem dado uma grande despesa. Abrir para que quem possa adquirir as vacinas e consiga se vacinar vai ajudar muito a diminuir as filas” explicou.

Essa possibilidade de aquisição das vacinas por clínicas particulares ainda poderá demorar, uma vez que até o momento as liberações do imunizante atendem a protocolos emergenciais. Como já tinha sido adiantado pelo secretário Executivo de Gestão da Rede de Unidades de Saúde, Daniel Beltrammi, em entrevista ao ClickPB. “Nenhuma vacina ou qualquer remédio aprovado emergencialmente pode ser vendido ou comercializado no mercado. Essas vacinas só podem ser distribuídas pelo Sistema Único de Saúde”, explicou.

De acordo com a Associação Brasileira das Clínicas de Vacina, uma comitiva de empresários brasileiros chegou a visitar as instalações da Bharat Biotech, fabricante da Covaxin, empresa na Índia, na semana passada. O processo para a compra de 5 milhões de doses da vacina indiana Covaxin pelas clínicas privadas brasileiras segundo a Associação está “muito bem encaminhado” e a aquisição será feita assim que sair registro definitivo do imunizante no Brasil, previsto para ocorrer após o registro na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) no próximo mês.

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